HOJE RECEBI FLORES!!!!!
Não é meu aniversário ou nenhum outro dia especial,tivemos a nossa primeira discussão ontem á noite ele me disse muitas coisas cruéis que me ofenderam de verdade. Mas sei que está arrependido e não as disse a sério, porque ele me enviou flores hoje. Não é o nosso anivesário ou nenhum dia especial. Ontem ele atirou-me contra a parede e comecou a asfixiar-me. Parecia um pesadelo, mas dos pesadelos acordamos e sabemos que não é real. Hoje acordei cheia de dores e com golpes em todos os lados. Mas eu sei que está arrependido porque ele me enviou flores hoje. E não é São Valentim(dias dos namorandos) ou nenhum outro dia especial. Ontem á noite bateu-me e ameaçou matar-me,nem a maquiagem ou as mangas compridas poderiam ocultar os cortes e golpes que me ocasionou desta vez. Não pude ir ao emprego hoje porque eu não queria que percebessem. Mas eu sei que está arrependido porque ele me enviou flores hoje,e não era dias das Mães ou nenhum outro dia. Ontem a noite ele voltou a bater-me mas desta vez muito pior. Se conseguir deixa-lo o que é vou fazer? Como poderia eu sozinho manter os mues filhos? O que acontecerá se faltar dinheiro? Tenho tanto medo dele! Mas dependo tanto dele que tenho medo deixá-lo..... Eu sei que ele está arrependido,porque ele me enviou flores. Hoje é um dia muito especial,é o dia do meu funeral. Ontem finalmente conseguiu matar-me .Bateu-até que eu morresse. Se ao menos tivesse tido a coragem e a foraça para deixá-lo... Se tivesse pedido ajuda prossional.... Hoje não teria recebido flores QUE AMA NÃO MATA NAO HUMILHA NAO MALTRATA....
MULHERES DO SITE GUERREIRAS RAP NACIONAL : LUNNA, NANY E ANINHA ...DEJESA PAZ NESTA NOVA CAMINHADA!!!!!

Confiram a entrevista com o grupo Livre Ameaça no blog do Alessandro Buzo
www.suburbanoconvicto.blogger.com.br
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!!!!!Dia Internacional das Mulheres!!!!!!
Apesar desta data ser marcada pela morte de varias trabalhadoras que reinvidicavam salarios dignos e carga horaria menor do que 16hs trabalhadas........
Com esse final tragico, conseguimos algumas igualdades no trabalho, embora infelizmente ainda nos tempos de hoje a dificuldade em alcançar cargo de chefia seja bem grande......
As conquistas foram algumas, podemos comemorar em alguns pontos, mas a luta é continua, tem muita batalha pela frente.......
Mulheres Guerreiras...... nunca desistam de seus sonhos, de um ideal......
Costumo dizer que Deus nos deu saúde para que possamos fazer as correrias, claro sempre pelo camiho da honestidade, correr certo pelo certo.......
Abraços a todas as guerreiras em especial aquelas que correm pelo Hip Hop.......
Lunna.
Convite
No próximo dia 18 de agosto, sexta, as 19h00, acontecerá o lançamento do livro "O Jardim dos Girassóis", da amiga escritora Graça Andreatta.
Será em Ouro Preto, no Restaurante "Tempero da Mamãe", na rua João Pedro da Silva, nº 511, Bauxita. O livro fala sobre a mulher de Ouro Preto.
Por isso, homens e mulheres, compareçam para homenagear as mulheres de Ouro Preto e do Brasil!!!
Então, aguardo tod@s vocês no Tempero da Mamãe!!
ATENÇÃO!!!!!!
O e-mail do site Mulheres Guerreiras do Hip Hop mudou
Escrevam para mulheres.guerreiras@yahoo.com.br
Para contatos, matérias, dúvidas, sugestões, shows e troca de idéias
mulheres.guerreiras@yahoo.com.br
O rap invade a cena cultural de Belo Horizonte
fonte: Boletim Eletrônico Favela é Isso Aí
http://www.favelaeissoai.com.br/noticias.php?cod=17
O rap ocupa um espaço de apresentações cada vez maior dentro e fora da periferia de Belo Horizonte. Participações na abertura de grandes eventos como o FAN - Festival de Arte Negra, O FIT - Festival Internacional de Teatro e os Projetos Sons & Tons e Conexão Telemig Celular garantem ao rap um novo lugar na cena cultural da cidade. Espaços tradicionais de BH como Teatro Francisco Nunes e o Palácio das Artes tem, freqüentemente, sido palco para os shows que antes eram as vedetes apenas na periferia e nas casas de shows alternativas.
Ainda há muito espaço a ser conquistado, o rap tem crescido em Belo horizonte nos últimos anos acompanhando um fenômeno mundial, assim, a sociedade acaba reconhecendo a importância dessa forma de expressão artística. Este reconhecimento, aliado a um forte conteúdo de crítica social nas letras contribui para a abertura de espaços, avalia Dj Francis, do grupo NUC - Negros da Unidade Consciente, do Alto Vera Cruz, em atividade desde 1997.
O NUC já participou de eventos como o FIT, o FAN, o Fórum Cultural Mundial, passando por casas de shows, escolas e comunidades, e pelo inovador Música Independente, no Palácio das Artes, onde realizaram show em 2005. No Conexão Telemig Celular, o NUC foi o primeiro grupo de rap a se apresentar, abrindo as portas para vários outros grupos.
Através do trabalho de grupos como o NUC, Belo Horizonte tem conquistado representatividade nacional e internacional no rap. O grupo já fez shows na Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Brasília, além de diversas cidades do interior de Minas. A experiência internacional ocorreu em 2004 quando o grupo participou do evento Hip Hop Havana, em Cuba. Em 2005, marcaram presença no XVI Festival da Juventude Estudante, em Caracas, na Venezuela. Nos shows, o NUC revela através das letras, musicalidade e performances, que vem construindo uma identidade própria para o rap produzido em Belo Horizonte e no Brasil. A discussão proposta pelo grupo abrange temas sociais vividos nas grandes metrópoles, combatendo o preconceito racial, defendendo a cidadania e os direitos humanos.
Para Russo, do APR Artilharia Pesada da Rima, grupo com sete anos de estrada, a divulgação do rap feito em Belo Horizonte cresce ao longo dos anos, mas ainda é insuficiente. Ta rolando evento direto para o APR, em associação comunitária, no FAN, em todo lugar, mas pra geral ainda está fraco. As casas de show direcionadas ao rap cederam maior espaço para o funk, por causa da moda. O público da periferia não é de freqüentar essas casas. Para encher casas são trazidos os grupos de São Paulo. Temos que investir mais no nosso trabalho para ter sempre local¿, lamenta.
A valorização da cultura local e o desejo de consolidar o trabalho no Estado de origem, está na atitude dos grupos. Até o final de 2006, o APR lança um cd chamado Produção Caseira. O nome do cd nasceu da opção do grupo de não sair de Minas Gerais para gravar em estúdios de alta qualidade em São Paulo ou no Rio. Russo afirma que não há como viver de rap em Belo Horizonte e que o seu trabalho dentro do Hip Hop não se relaciona somente com a música: ¿Dou oficinas, faço seminários, discutindo políticas públicas para a juventude para estimular os jovens a serem protagonistas de seus próprios interesses, ajudando a conscientizar e informar¿.
O grupo Atitude Mulher, apesar de novo, criado em maio deste ano, ganha cada vez mais espaço discutindo a superação do racismo, do machismo e militando pela emancipação feminina. A diversidade cultural expressa no trabalho do Atitude de Mulher tem resultado em muitas conquistas e agendas para shows. ¿Estamos participando de grandes festivais como Conexão Telemig Celular, FAN, Hip Hop In Concert, Sons e Tons, na Lagoa do Nado e do Projeto Praça Sempre Viva, que organizamos em junho deste ano, no Bairro São Mateus, em Contagem. Temos sentido uma receptividade muito positiva de público e espaços, mas ainda há uma certa resistência da sociedade àquilo que é novo avalia Poliane, membro do grupo.
Grupos de Belo Horizonte , apresentações e propostas
Além de invadir a cena artística, o rap também ocupa um espaço social. A maior parte dos grupos não se atém apenas as apresentações musicais, mas realiza oficinas e debate os temas mais variados. A experiência do Artilharia Pesada da Rima é um exemplo. Mesmo com a falta de estúdio, de apoio da mídia convencional, estamos ocupando espaços. Hoje temos as oficinas do Programa Escola Aberta, Fica Vivo, Pro-Jovem e a tendência é o rap abrir muito e evoluir. É uma política pública que já vem sendo buscada há seis anos, com os grupos culturais que colocaram essa questão em primeiro plano. Não somente privilegiando o Hip Hop, mas também os eventos nas comunidades, as discussões políticas, sobre sexualidade, gênero e redução de danos trazidas pelo Coletivo Hip Hop Chama. O Estado está vendo o interesse dos jovens que compõem o Hip Hop Mineiro. O Hip Hop In Concert foi uma conquista nossa. As discussões e debates que vemos partindo da cultura Hip Hop em Belo Horizonte não ocorre em nenhum outro lugar do Brasil¿, conta Russo, do APR.
O mesmo ocorre com o NUC, responsável por grupo cultural de mesmo nome que oferece oficinas de artes no Alto Vera Cruz e também forma outros jovens na cultura Hip Hop, através do Programa Fica Vivo. A discussão proposta pelo grupo abrange temas sociais vividos nas grandes metrópoles, combatendo o preconceito racial, defendendo a cidadania e os direitos humanos.
O gênero é outro tema de discussão no rap. Um dos principais exemplos é o Atitude Mulher, as integrantes do grupo se reuniram e constituíram uma proposta inovadora, tanto pela discussão de gênero, quanto pela junção dos quatro elementos do Hip Hop no palco, com MC, Bboy, Graffiteira e DJ, todas mulheres.
O grupo Nossart traz, assim como os outros grupos, o quinto elemento: o conhecimento, assim definido por Afrika Bambaata, nomeador da cultura Hip Hop. O Nossart trabalha vários temas entre eles DSTs, informando sobre prevenção, sobre a não-discriminação a portadores do HIV, sobre a importância da preservação da água, buscamos transmitir mensagens positivas de fé em Deus, apesar do Nossart não ser um grupo gospel. Procuramos desencorajar os jovens a se envolver com o crime nas nossas letras, explica Edy, um dos integrantes do grupo. Outro tema inédito em letras de rap será desenvolvido pelo Nossart: as relações trabalhistas numa sociedade em que muitos direitos dos cidadãos não são respeitados.
Além das discussões diferenciadas, vale destacar as parcerias que ajudam a compor o quadro peculiar do rap em Minas. O NUC se destaca por ter com conseguido criar o Projeto Primeiro Passo, agregando cantiga de roda, capoeira, samba e percussão, com a participação dos Grupos Meninas de Sinhá, Capoeirarte Brasil e Senzala. O S.O.S Periferia, na mesma linha, desenvolve trabalho com Arautos do Gueto e Marku Ribas
FONTES:
Grupos de Rap
Dj Francis Negros da Unidade Consciente ¿ NUC
Tel: 3468-2245 / 9606-6612
E-mail: djfrancisnuc@yahoo.com.br
Poliane Atitude de Mulher
Tel: 3912-7096 / 9261-0266
Edy - Nossart
Tel: 3381-6985 / 8846-2514
E-mail: nossart@hotmail.com
Russo Artilharia Pesada da Rima ¿ APR
Tel: 3598-5773 / 8855-8395
Por: Lauana MG
ATENÇÃO!!!!!!
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Escrevam para mulheres.guerreiras@yahoo.com.br
Para contatos, matérias, dúvidas, sugestões, shows e troca de idéias
mulheres.guerreiras@yahoo.com.br
IN-PRETAÇÃO
MULHER PRETA: Resistência de ontem e hoje
RODA DE DEBATE:
mulher preta:
memória, cultura,
resistência, luta
AFRICANITUDE:
canto::dança
poesia::teatro
hip hop
domingo, 30 de julho, a partir das 14h
Parque Ecológico do Guapituba
Av. Capitão João, Mauá Pegar o trem sentido Rio Grande da Serra e descer na estação Guapituba
ENTRADA FRANCA
ORGANIZAÇÃO:
ENJUNE ABC
Convocação geral..graffiteiros...e graffiteiras
Está aberta as inscrições para oficinas de animação e espressãoplástica, oferecidas pelo "projetograffiti com pipoca"
Interessados, reponder para este email para se increver.
graffiticompipoca@yahoo.com.br
Inscrições até o dia 28/06 de 2006
Oficinas:
Animação
Voltado para graffiteiros, 15 vagas início 08/07 de 2006
Expressão plástica, desenho e graffiti
15 vagas - início 27/06
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, km 11,5, Jabaquara - SP
Tel: (11) 5021-2888
próximo ao centro de exposições imigrantes
Contatos e informações sobre o projeto "graffiti com pipoca":
Agner: (11) 8454-1083
Jera: (11) 7177-5878
Chorão(era119) (14) 3281-4091
Por: Kelly
de Julho:Dia Internacional de Luta da Mulher Negra da América Latina e do Caribe"
É tempo de mudanças!
Avanços lentos porém continuados.Mulheres negras saindo às ruas para dar visibilidade entre os 364dias de luta, stress, alegrias e muitas decepções.É o nosso dia!
Em tempo:
Relembrar a luta de nossas companheiras, que não concordaram com a forma e o contexto de como era tratada as nossas especificidades, num planeta em desequilíbrio social .
Ainda somos a base da pirâmide salarial,a maioria nas favelas navegando contra a maré nas enchentes.
Na reação continuaremos reivindicando as nossas cotas em todos os setores, exigindo o respeito .
Não desistiremos apesar dos espinhos jogados nos caminhos ,que inflamam nosso corpo, nossa alma,nossas mentes .Antibióticos demoram para fazer efeito.
Que navio negreiro é esse?
Que chicote é esse, que revela a falta de harmonia em nossas ações,que nos faz emudecer...
Cadê a hegemonia em nossa ciranda de energia?
Não é a dor do chicote que fere é o movimento dele.
25 de Julho !
Data para refletir em que degrau estamos na subida da montanha, onde o limo da individualidade ainda nos faz escorregar.
Quantos dias e noites de tantas mulheres; de Lélia Gonzalez,Beatriz do Nascimento e outras anônimas, para um novo amanhecer para a consciência da desigualdade de gênero .Era o chamado para uma tomada de posição em nossas lutas ,de nós, mulheres negras!
Hoje, não mais coadjuvantes, protagonizamos o processo femininegras , incluindo as nossas questões.Marcamos a nossa presença no cenário político atual.
Que as nossas ancestrais nos fortaleçam para continuarmos ousadas,atrevidas e abusadas, sem perder a solidariedade entre nós, mulheres negras.
Não temos ainda muito o que comemorar,porém, iremos deletando de nossas mentes a inércia , configurando um novo perfil de mulheres negras que queremos para a próxima década.
Tempos de mudanças
A festa está por começar!
Mojubá, para todas as pretas do Brasil.
Alzira Rufino
São Paulo recebe a VI Semana de Cultura Hip Hop
Começa nesta segunda, 24 de julho, a VI Semana de Cultura Hip Hop em São Paulo, que vai durar até o dia 28, sexta-feira, nas instalações da ONG Ação Educativa, Biblioteca infanto-juvenil Monteiro Lobato e Sesc Consolação.
Neste ano, o tema central é ¿(Re)Pensando o Hip Hop¿. O evento contará com apresentações artísticas e debates, além de um inédito torneio de basquete de rua, que acontecerá todos os dias das 14h às 16h30.
Durante toda a semana, a partir das 17h, acontecem apresentações artísticas seguidas por debates.
No dia de encerramento, completam a programação oficinas, apresentações de dança, free style, duelo de MCs, discotecagem e exposição de graffite no Sesc Consolação.
As entradas são gratuitas e o projeto promete agradar os apreciadores da black music brasileira.
Serviço: Ação Educativa: Rua General Jardim, 660, Vila Buarque. Biblioteca Infanto-Juvenil Monteiro Lobato: Rua General Jardim,485 Sesc Consolação: Rua Dr Vila Nova, 245.
Por: Kelly
GRANDE SHOW COM VISÃO DE RUA
É sábado dia 29/07/06 a partir das 19:00
Entre Av. Sapopemba e Av. Anhaia Mello (proximo ao Jd. Grimaldi)
Contamos com a presença de todos!!!
Postado por: Nany
Hip Hop invade o teatro
Festival "Hip Hop in Concert" tem sua primeira noite no Chico Nunes.
No próximo dia 17, às 19 horas, o teatro Francisco Nunes, irá se tornar palco do movimento Hip Hop. Será o primeiro dia das apresentações do (Hip Hop in Concert)
1ª Mostra Metropolitana de Hip Hop de BH, que faz parte das atividades do programa "Arte Expandida", uma ação dos teatros Municipais de Belo Horizonte. Neste mês iniciaremos nossas atividades com os grupos de Rap: Apologia X, Clebin, Das Quebradas o grupo de Break: CO4, o Dj Rato, a discotecagem ficara a cargo de D lui. Entrada Franca.
Para mais informações:
Rômulo Silva - 31 - 9693-9378
Postado Por: Lauana MG
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Apresentação do grupo ( Atitude de Mulher ) - MG
No próximo sábado, dia 22 de julho, vai rolar a apresentação do grupo Atitude de Mulher, dentro da programação do Conexão Telemig Celular
O show acontece a partir das 19:30 horas, Casa da Cultura. Josefina Bento, Praça Milton Campos - Betim. A entrada é franca.
Saiba mais
O espetáculo musical Atitude de Mulher nasceu com a proposta de fortalecer uma produção artística de expressão feminina, na perspectiva de superação do machismo e do racismo. Em cena, jovens guerreiras do cotidiano que, com sua arte, ousam enfrentar o desafio de destruir os não-territórios que são impostos às mulheres negras na sociedade brasileira. Apresentando ritmo, movimento, arte e poesia, contagiam o público com a fusão marcante da dança afro e da percussão com os quatro elementos da Cultura Hip Hop (b.girling, graffiti, rap e DJ).
Contato: atitudedemulher@yahoo.com.br | (31) 9105-9373
Por: Lauana - Equipe do site Guerreiras do Hip Hop - MG
O (Rap Veste Saia) e entra em cena no SESC Madureira...
Dirigido pelas rappers (Queen e Re. Fem), o documentário (Rap Veste Saia), com 15 min de duração, procura dar visibilidade à participação velada das mulheres no hip-hop carioca, visando alcançar não apenas o entendimento dos hip-hoppers, mas também atrair toda a sociedade para uma discussão ainda travada concernente a (Direitos Iguais), isto sem depreciar a condição masculina, pois o objetivo é integrar ambos os sexos em prol de uma sociedade mais saudável para todos. E para que tais objetivos fossem alcançados, o documentário correu as salas dos festivais de cinema do estado durante todo o ano de 2005, com formato, e título (Rap de Saia) provisórios...
A Fúria Feminina ressuscita outra vez...
Traçando uma linha temporal, Rap Veste Saia uniu as veteranas,Paula Diva, Damas do Rap, Michelle Ivana (Olho Negro), Dhéia (Nocaute), à geração atual representada por,Re. Fem, Lu Rap, Mary, JC (Fúria Brasileira), Lisa (Intimato à Salvação), Nany (Geração Consciente), Vitória (VB), Queen (Oeste Selvagem), Negresoul, Odoiá, Hannah Lima, Anfetaminas, Negativas, N.R.C, Joy-C (Poder Consciente), e Maninha. Juntas, além de relembrarem suas histórias, discutem também assuntos de extrema relevância: As Rivalidades; O Machismo e o Feminismo; A Postura da Mulher no Hip-hop; A Sexualidade no Hip-hop; As Influências Internacionais e A Relação Familiar, são os pontos chaves onde cada personagem expõe seu ponto de vista de acordo com sua própria realidade.
E você ficou curioso em conhecer mais de perto o Universo Feminino contado em versos e imagens, a sugestão é dar uma passada no SESC Madureira, no dia 29 de julho (sábado), às 14h e participar de uma programação em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Negra (organizado pela ONG Estimativa), indispensável a homens e mulheres; onde os temas Mulheres Negras - Mitos e Sexualidades; Heranças Negras - Falando sobre histórias de Rainhas e Guerreiras de nossa história e Auto-estima - Sobre a importância do Desenvolvimento Pessoal, associados às exibições do filme Filhas do Vento (de Joelzito Araújo) e o documentário,Rap Veste Saia, com as participações de ambos os elencos, se tornarão às bases de um repensar em nossa sociedade atual.
Cabe ressaltar que ainda não se trata do lançamento oficial de Rap Veste Saia, previsto para agosto deste ano, Aguarde!
Saiba mais:
Homenagem ao DIA INTERNACIONAL DA MULHER NEGRA
29 de julho (sábado), às 14h
SESC Madureira, Rua Ewbanck da Câmara, 90 (Madureira)
www.sescrj.com.br
http://fotolog.terra.com.br/campanhaestimativa
Ingressos, 1Kg de alimento não perecível ou 1 livro
Censura, 14 anos
Palestras:
Mulheres Negras - Mitos e Sexualidades
Heranças Negras - Falando sobre histórias de Rainhas e Guerreiras de nossa história.
Auto-estima - Sobre a importância do Desenvolvimento Pessoal.
Exibição:
Documentário Rap Veste Saia
Filme Filhas do Vento
Informações, (21) 2567-0011(Estimativa)
Por Queen Rapevolusom RJ.
Primeira Etapa do 4º Circuito Barueri de Skate
A primeira Etapa do 4º Circuito Barueri de Skate, realizada no último domingo, 11/06, no Jardim Belval/ Barueri-SP foi bastante concorrida e contou com a participação de 90 skatistas. Num clima de amizade e festa, os atletas das categorias, mirim, feminino, iniciante e amador executaram manobras modernas, demonstrando a evolução técnica e competitiva de todos.
O Circuito terá ainda mais 3 etapas, Aldeia de Barueri, Boa Vista e Jardim São Pedro. Veja abaixo a classificação da primeira etapa:
Categoria Feminina
1º - Dulcinéia Severo
2º - Stefany Gois
3º - Juliany Rodrigues
4º - Márcia Cristiane
5º - Gleice Kelly
Categoria Amador
1º - Diego Severo
2º - Renato dos Santos
3º - José dos Santos
4º - Silas Ribeiro
5º - Marcos Antônio
Categoria Iniciante
1º - Leonardo Pardinho
2º - David Alburqueque
3º - William Douglas
4º - Rafael Maffei
5º - Jonas de Oliveira
Categoria Mirim
1º - Douglas Gonçalves
2º - Clélio de Oliveira
3º - Renato Seixas
4º - Rafael de Oliveira
5º - Kelvin M. Smanioto
Fonte: http://portal.barueri.sp.gov.br/sistemas/informativos/Informativo.asp?ID=5763
________________________________
OFICINA DE CINEMA - SP - FLORIPA - SALVADOR
OFICINA CINEMA BRASIL AFORA
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=4661553
Com roteiro de Newton Cannito (Cidade dos Homens) e direção de Wallaceh
Meirelles
O objetivo é fomentar o cinema local e realizar um curta em digital, que contará
com a participação de técnicos e atores. Todos receberão uma cópia do trabalho
em DVD, camisa personalizada e certificado da Academia Nacional de Atores.
FLORIANÓPOLIS
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=12443851
Sexta, sábado e domingo: 19, 20 e 21 de maio de 2006
Produção Local: Ângela Gubert - (48) 9127 - 5052
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=3229749269309320428
SALVADOR
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=12451820
Sexta, sábado e domingo: 26, 27 e 28 de maio de 2006
Produção Local: Mariana Moreno (71) 8148-1556
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=8820690291703667539
SÃO PAULO
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=13384260&refresh=1
Quinta, sexta, sábado e domingo: 15, 16, 17, 18 de junho de 2006
Produção Local: Fabrício Bittar - (11) 2273-7129 ou 8132-3964
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=6035021816507415256
Fonte: Cristiane Demétrio
SENAC LAPA SCIPIÃO
( MULHERES VEEM MULHERES )
Rua: Scipião, 67 - Lapa - SP
Fone: 3866-2500
( A mostra reúne 24 imagens de 14 fotógrafas brasileiras. As imagens focam três temas: realidade social, familia e corpo feminino.
Apresenta, também, trabalhos de alunas do Senac e de participantes ( incluindo alunas da ONG Meninos do Morumbi ).
Até o dia 18/04 das 9hs as 21 hs.).
Entrada franca.
Não percam .
Por: Lunna
Já está na fábrica o primeiro CD do grupo Atitude Feminina. O grupo se destaca pela seriedade nas letras e músicas e em seu engajamento social principalmente em relação a luta contra vilolência domestica e violência as mulheres. A música Rosas (vencedora do Prémio Hutuz de melhor demo feminina 2005) ganhou versão para o formato videoclip. Com produção "Na Mira Produções Ltda" em parceria com a "Atitude Fonográfica" o clip tem a direção pela conceituada Re-fem (Minas da Rima) que também escreveu o Roteiro de toda a filmagem. A direção de fotografia e edição ficaram por conta de Michel Messer, atualmente um dos profissionais mais requisitados no Rio de Janeiro. O "Clip" Rosas tem o intuito muito mais de denuncia e instrução do que um videoclip com imagens gratuitas, por tratar se de uma historia real sobre violência a mulher com depoimentos verdadeiros. Aninha (cantora do grupo) já está usando o video para as oficinas de Hip Hop com o mesmo tema no Projeto Social Crescer em Boa Vista Roraima onde ela desenhvolve um trabalho com jovens e mulheres entre 14 a 24 anos em situação de risco. O clip se torna instrumento de discussão e transformação para as meninas e mulheres que sofrem com a vilolência.
Aqui uma das imagens do "making off" do videoclip de Rosas.
Por: Aninha - Equipe Mulheres Gurreiras no Hip-Hop
ESTÃO ABERTAS INSCRIÇÕES para Mulheres Negras e jovens, lideranças de
movimentos sociais que atuam no combate ao racismo, membras de
coordenadorias da mulher e da população negra, interessadas em
acompanhar a implementação de políticas públicas voltada a proteção dos
Direitos Humanos, Econômicos, Sociais e Culturais, com recorte de gênero
e raça no Estado de São Paulo.
PIMNDHESCProjeto de Intervenção para Mulheres Negras e Jovens em Direitos
Humanos, Econômicos ,Sociais , Culturais e Monitoramento de Políticas
Públicas
Após a abolição e até os dias de hoje, mulheres negras e jovens ainda
são vitimas da discriminação racial e da violência que limita , cerceia e
priva de uma vida digna enquanto cidadãs e agentes de direitos humanos.
Os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, fazem parte da 2a
Geração de Direitos Humanos, denominados de Direitos Coletivos, entre
eles o direito a Saúde, Educação , Moradia, Trabalho, Cultura & Lazer,
porém são sistematicamente violados, o que afeta diretamente a população
negra principalmente as mulheres negras e jovens.
Cabe conseqüentemente uma ação positiva do Estado nos âmbitos Federal,
Estadual e Municipal, para a efetivação destes Direitos.
Torna-se vital para as Mulheres Negras e Jovens do Estado de São
Paulo, monitorar as condutas do Estado, para a eficácia destes direitos
no combate das desigualdades raciais e de gênero.
Neste sentido o PIMNDHESC irá oferecer oportunidade as nossas
participantes de aumentar o seu potencial de intervenção em seus
munícipios através do conhecimento dos intrumentos de Proteçao aos
Direitos Humanos através de instrutoras(es) altamente qualificados e
oriundos do movimento social.
OBJETIVOS:
Fortalecer mulheres negras e jovens a exercer no dia-a-dia de maneira
sistêmica,participativa, alinhada e efetiva, o monitoramento e a
Implementação de Políticas Publicas voltadas para a População Negra.
Estimular a participação de mulheres negras e jovens em relação aos
Direitos Humanos, Econômicos, Sociais e Culturais a partir da
ampliação do conhecimento do PPA - Plano nacional de Politicas para as
mulheres , Protocolo CEDAW , Convenção CERD , Plano de Ação de Durban e
Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial.
Desenvolver a capacidade da participação e intervenção, em Conferencias,
Seminários, Encontros e Congressos, junto a gestores e órgãos públicos no
que se refere a garantia da implementação de políticas públicas para
mulheres e a Promoção da Igualdade Racial.
Tempo de Duração: 01 ano ( ínicio 28 de Abril de 2006)
As aulas acontecerão num final de semana
a cada dois meses ,nos horários: Sábado
das 9h00 às 17h00 e domingo das 9h00 às
13h00.
INSCRIÇÕES: até 10 de Abril de 2006
*** VAGAS LIMITADAS ***
INFORMAÇÕES: falapreta@falapreta.org.br
Por: Lauana - Equipe Mulheres Gurreiras no Hip-Hop
H2 NOVA ESPERANÇA NA HUMILDADE
Dia 09/04/06
13:00 às 19:00h
Grupos Convidados:
A.P.R
Agrafo
Dejavu
Mr.Black
Negras Ativas
Vozes da Periferia
Crime Verbal
Vitimas do Sistema
Artilharia Pesada
A Profecia TZO & FDF
DJ: Suspeito
CDJ: Cristiel
B.boy: Borracha
Inf: (031)39111230/3911-7317
Local: Escola Giovanini Chiodi, Nova Contagem
Av: Jequitibás Nº 02
Próximo ao Centro Profissionalizante Divina Providencia
Por: Lauana - Equipe Mulheres Gurreiras no Hip-Hop
Ser ou não ser feminista
FÁTIMA OLIVEIRA
Reproduzo trechos do diálogo-entrevista entre as feministas Betty Friedan e Simone de Beauvoir. Para Friedan, algumas mulheres crêem que esta é uma luta contra os homens; que o parto, a maternidade e o sexo são inimigos. Discordo delas. A ênfase exagerada nos temas sexuais e à política sexual como proposição à situação da mulher na sociedade em geral pode ter sido acentuada por quem deseja imobilizar politicamente o movimento¿.
Ao que retrucou Beauvoir : Há feministas que só se ocupam da luta contra os homens (...) Outras, participam dos movimentos socialistas, que procuram vincular a luta sexual com a luta econômica e de classes, e estão procurando trabalhar com as operárias (Ser ou não ser feminista . Ana Montenegro, 1981).
Sem fazer juízo de valor sobre as opiniões, o diálogo evidencia as várias formas de luta pelos direitos femininos. Nenhuma mais valiosa que a outra. São como riachos que deságuam no mesmo rio e que vão compor o mesmo oceano: a luta milenar de milhões de mulheres contra a opressão de gênero algo comum a todas as mulheres que tem no 8 de março, Dia Internacional da Mulher, uma data mundial de celebração e de alerta.
O governo brasileiro priorizou no 8 de março de 2006 a categoria de trabalhadores domésticos, quase 100% feminina, estimada em 3.400 milhões 1,8 milhão na informalidade das relações trabalhistas: possuem trabalho, mas não usufruem de direitos legais da categoria; ao lado de 1,6 milhão com carteira assinada.
Impulsionar tão grande categoria carreará repercussão social imensa à cidadania, a um ponto que caem por terra, pálidos de vergonha, os argumentos contrários a que, a partir de 2007, o/a empregador/a descontará no Imposto de Renda a contribuição ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).
As trabalhadoras rurais também apareceram em grande estilo na 2ª. Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural (6 a 10/3), promoção da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), com apoio do governo brasileiro.
Ressaltando que mais de 50% dos alimentos do mundo resultam do trabalho de mulheres, Ana Falu, do Programa Regional Unifem Brasil e Cone Sul, disse: A pobreza na América Latina tem o rosto da mulher rural¿, que enfrenta ainda problemas culturais e sociais, como a violência doméstica, ou a falta de documentos civis em vários países.
Fátima Oliveira é médica
E-mail: fatimaoliveira@ig.com.br
http://www.otempo.com.br/opiniao/lerMateria/?idMateria=32680
Por: Kelly - Equipe Mulheres Guerreiras no Hip Hop.
CONVOCAÇÃO GERAL
Sábado 11/3
12:00 PM - 3:00 PM
Este evento não se repete.
O próximo lembrete para este evento será enviado em 12 horas, 3 minutos.
Local do evento: CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO
Rua: VIADUTO JACAREI, 100 - Primeiro Subsolo SALA A
Cidade, Estado, CEP: SÃO PAULO
Telefone: 011 9832-1582 - HONERÊ 8447-4579 - TOM
Observações
REUNIÃO DOS COLETIVOS E MILITANTES ENVOLVIDOS NA CONSTRUÇÃO DO ENCONTRO NACIONAL DE JUVENTUDES AFRODESCENDENTES
Por: Kelly - Equipe Mulheres Guerreiras no Hip Hop.
As mulheres que deixaram sua marca na história de São Paulo
Dia 08 de Março é o dia Internacional de Mulher, e com certeza o mês de março é representado o mês da mulher, onde não acredito que seja um dia de se comemorar com felicidade festa e alegria, e sim um dia pra jamais ser esquecido em foco as guerreiras que morreram carbonizadas em uma fábrica em Nova Iorque em 1857 por reivindicarem a redução de tempo de trabalho e a licença maternal.
Além dessas mulheres, gostaria de registrar nomes de grandes guerreiras que marcaram na história de São Paulo:
VERIDIANA DA SILVA PRADO (1825-1910)
Para ela, a mulher não deveria ser submissa nem aceitar passivamente as importâncias sociais, aos 13 anos casou-se por decisão da família, mas por sua própria vontade separou-se no século XIX e mudou-se para capital preocupada em dar uma boa educação ao seus seis filhos . Em São Paulo morou no palacete conhecido como Chácara Dona Veridiana, em Higienópolis, que se tornou um ponto de encontro de intelectuais, artistas e políticos. Ela criou em seus salões um ambiente próprio para a inovação dos costumes.
ANITA MALFATTI (1889-1964)
Revolucionária, a pintura de Anita Malfatti é considerada o estopim da vanguarda modernista brasileira. Foi em torno desta paulistana, filha de pai italiano e mãe americana, que se formou o grupo responsável pela Semana de Arte Moderna de 1922. A pintura de Anita era expressionista em uma São Paulo acadêmica, de 1917, ela chocou e desagradou aos críticos. Monteiro Lobato escreveu que seus quadros eram semelhantes aos produzidos nos manicômios, avaliação que abalou a pintora. Nem mesmo o tio, que havia financiado seus estudos no exterior, compreendia suas obras.
PATRÍCIA GALVÃO, a Pagu (1910-1962)
Ativista política, feminista, escritora, atriz. Do jornalismo ao movimento político, passando pela arte, Pagu estava sempre envolvida com os movimentos transformadores de seu tempo. Nascida em São João da Boa Vista, interior de São Paulo, começou escrever aos 15 anos. Foi a grande companheira de Oswald de Andrade e com ele militou no Partido Comunista Brasileiro (PCB), tendo sido presa e torturada em 1935. Impulsionou grupos de teatro amador e escreveu textos teatrais. Ela atuava em prol de uma arte engajada
TARSILA DO AMARAL (1886-1973)
Tarsila era neta de José Estanislau do Amaral, um rico fazendeiro do interior do estado. Estudou na Europa e , quando retornou, passou a integrar o grupo dos cinco, ao lado de Anita Malfatti, Oswald de Andrade (seu segundo marido), Mário de Andrade e Menotti Del Picchia. Apesar do envolvimento com o grupo, não participou da Semana de 22. Em 1928, pita o ABAPORU, uma de suas telas mais famosas, para dar de presente de aniversário a Oswald, que se empolga com a obra e cria o Movimento Antropofágico. Tarsila criou novos estilos e também o conceito de brasilidade, tratando de temas tipicamente brasileiros e usado cores fortes. Essas mulheres tinham em comum a fé no poder da arte como agente transformador.
FRANCISCA PEREIRA RODRIGUES (1896-1966)
A história da educação está intimamente ligada a mulher, campo onde muitas se destacaram. Uma delas foi Francisca Pereira Rodrigues, fundadora da Bandeira Paulista de Alfabetização, Dona Chiquinha, como era conhecida, preocupava-se com a educação e a preservação a natureza, segundo Marina Feldman, diretora da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica (PUC). Pôr causa disso, foi a criadora de escolas primárias e profissionais, estas voltadas para a área ambiental.
Nascida em Tatuí, Francisca mudou-se para a Capital e foi aqui que começou sua vida acadêmica e política, dando aulas, inicialmente, no Jardim de Infância da Praça da República. Em 1932, quando já escrevia para jornais e revistas, participou da Revolução Paulista, Francisca ainda escreveu obras sobre história, educação, meio ambiente e livros infantis. Sempre se manteve, também, ativa na política. Representou várias vezes no exterior o governo brasileiro na área de cultura e educação e foi deputada estadual nas eleições suplementares de 36. Foi a primeira prefeita de sua cidade natal, Tatuí.
CARLOTA PEREIRA DE QUEIROZ (1892-1982)
A médica Carlota Pereira de Queiroz foi a primeira mulher eleita deputada no Brasil, em 1933, lembra a presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IGHSP), Nelly Candeias. Foi eleita em outubro de 34 e atuou até 37, quando Getúlio Vargas fechou o Congresso Nacional. No ano anterior à sua eleição, Carlota participou da Revolução Constitucionalista, dirigindo o Departamento de assistência aos Feridos. Mais tarde fundou a Associação Brasileira de Mulheres Médicas e elaborou, em conjunto com Bertha Lutz, o Estatuto da Mulher, em 1936.
Essas guerreiras estão entre várias que tem não apenas em São Paulo, mas sim no mundo, e pôr isso quero parabenizá-las a todas pôr serem guerreiras, lutadoras, objetivas e o mais importante...MULHER
Um beijo a todas as guerreiras que valorizam suas origens, sem exceção.....e em especial a elas, que sempre admirei e sei que são fortes: primeiramente a grande guerreira da minha vida, que é pelo esforço, garra e luta dela que eu me inspiro a viver e lutar pelo certo, JUDITE, minha grande mãe maravilhosa, a minha irmã que eu amo de coração Cristiane, Lunna, Mari, Kelly, Aninha, Cris Moscou, Lauana, Giordana e Xanda do site Mulheres Guerreiras do Hip Hop Nacional, Dina Dee e Laurin do Visão de Rua, Dj Simone (Livre Ameaça), Mariana (Guerrilha Urbana), Fernanda (ENH2), Ivone (Associação Beneficente Grupo Vitória), Isis de Curitiba, NDA (Sombras Mcs), Dani (Revolução Verbal), Cris (Instinto Feminino), Negra Ro (NRC), Ivna Monticelli, Marilda (esposa do Alessandro Buzo), Regiane Pescalini, Ticiane, Rubia (RPW), Biba Limeira, Letícia, e todas aquelas que se valorizam e se orgulham se ser MULHER.
e-mail: nanyrback@yahoo.com.br
Por: Nany - Equipe Mulheres Guerreiras do Hip Hop
Guerreiras......
Feliz dia das mulheres..... Um tanto infeliz, ainda ...... Pois ainda somos
humilhadas, despresadas...... ainda recebemos salarios baixos, inferiores......
muitas de nós ainda apanham de seus maridos, desrespeitadas pelos proprios
filhos...... Ainda sofremos o ontem, nos preoculpamos com o amanha..... Mesmo
assim somos amaveis, doces, carinhosas...... Temos afinidade com as pessoas e
por sermos assim insentivamos, amamos, pois ainda acreditamos em todos e em
tudo..... Ainda hoje trabalhamos fora para ajudar no orçamento em casa e muitas
das vezes para se sustentar e sustentar sozinha seus filhos....... Mas ainda
continuamos trabalhando em nossas casas, cozinhando, lavando roupa, colocando
água no feijao se virando na cozinha e continuamos sem reembolso e sem
consideraçao nenhuma para este serviço....... Ainda temos a tarefa de educar
nossos filhos, alias tarefa essa que fazemos com orgulho e naturalidade.....
Enfrentamos a vida de cabeça erguida mesmo quando caminhamos nas cinzas, quando
tudo esta encoberto, quando parece estarmos andando numa esteira onde não
saimos do lugar, mas continuamos andando...... As vezes tomamos caminhos
errados mas que para sabemos temos que arriscar, as vezes e o caminho certo mas
nao sabemos aproveitar, tipo quando a vida nos ensina a respirar e mesmo assim
continuamos poluindo o ar, ou quando aprendemos a falar e no entanto usamos as
palavras para insutar, infernizar, mentir, omitir..... e mesmo sendo seres
racionais, usamos nossa mente para elaborar maldades, mortes, crimes......
Voce acha que estou saindo fora do tema Dia Internacional da Mulher, engracado
mas nao estou, ironia e quando achamos que somos inferiores aos homens, eu ja
acreditei nisso, mas sabe em nenhum momento da minha vida me senti assim.....
perceba que o que nos diferencia um pouco e claro existe exessões, e o que
escrevi na primeira estrofe deste texto..... Hoje acredito que independente do
sexo, o que importa e a ATITUDE, nao adianta apanhar e ficar quieta, nao
adianta nao estudar, nao trabalhar, porque ai sim voce sera dependente, a
igualdade existe apartir do momento em que você se torna uma cidada, adquire
maturidade, uma ideologia, acredita e se dedica a um sonho ate que ele se torne
real, pois assim nenhum homem e nenhuma mulher ira te derrubar, faca as coisas
com o coracao, honre o genero MULHER, você pode, voce consegue, independente de
ser homem ou mulher tem que ser de paz para rolar harmonia e principalmente
respeito.....
Por: Lunna - Equipe Mulheres Guerreiras do Hip Hop
SEMINÁRIO GÊNERO, PODER E POLÍTICA
Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher
Comentários sobre as desigualdades sociais ainda enfrentadas pelas mulheres na sociedade brasileira
e sobre a participação feminina nos cargos de chefia e na política.
Palestrantes:
· Sueli Amaral Doutoranda em Serviço Social e Coordenadora do Núcleo Gênero, Raça e Etnia da PUC de São Paulo.
· Laísa Campos Toledo Doutora em Serviço Social e Coordenadora do Núcleo Família e Sociedade da PUC-SP.
· Heileith Saffioti Professora Titular de Sociologia da UNESP.
· Mafoane Odara Consultora do CEERT (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades).
· Edna Muniz de Souza Assistente Técnica da Secretaria Municipal de Saude e Mestranda em Psicologia Social pela PUC-SP.
Mediadora:
· Claudete Alves - Vereadora, Pedagoga e Pós-Graduanda em Ciencias Sociais pela PUC-SP.
-
* Haverá entrega de certificado para todos os participantes.
-
DATA: 10 de MARÇO de 2006
HORÁRIO: 19 HORAS
LOCAL: AUDITORIO PRESTES MAIA ¿ CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO
VIADUTO JACAREI, 100 - 1O ANDAR.
Informações: (11) 6824-4499 ou pelo e-mail claudete.camara@uol.com.br
Realização: Mandato Vereadora Claudete Alves
Por: Cris Moscou - Equipe Mulheres Guerreiras do Hip Hop
A Organização de Mulheres N e g r a s A T I V A S ,
tem o prazer de convidar você para participar do Projeto RODA DE MULHERES que é um espaço dialogo onde a partir de uma linguagem cultural buscamos estimular a reflexão crítica sobre temas da atualidade favorecendo assim o empoderamento das mulheres. Desta vez a linguagem escolhida foi o RAP e o tema é:
O desafio de SER: Mulher, Negra, Jovem!
Data: Sábado dia 18 de Março de 2006Horário: de 14h00 às 16h30
Local: Centro de Cultura Belo Horizonte
(Rua da Bahia esquina com Algusto de Lima - Centro BH/MG)Informações: 9805-1059 Larissa ou 9237-3633 Lauana
Axé, Negras Ativas!
Por: Lauana - Equipe Mulheres Guerreiras do Hip Hop
Programação do Mês da Mulher
A programação Cultural do Mês de Março é dedicada às mulheres. Serão oferecidas oficinas gratuitas no Centro Cultural de Contagem, palestras, shows, debates, mostras de cinema e exposições. Todas as atividades são gratuitas e a programação pode ser conferida no site www.contagem.mg.gov.br e quem desejar receber por e-mail a Agenda Cultural é só enviar uma mensagem para: cultura@contagem.mg.gov.br.
Oficinas:
Oficina de Frutas Parafinadas: dia 6 a 9 de março
Oficina de Flores Artesanais: dia 13 a 16 de março
Oficina de Velas: dia 20 a 24 de março
Oficina de Flores emborrachadas: dia 27 a 30 de março
Artes Visuais:
Exposição: PERFUMARIA E MIUDEZAS
Perfumaria. S. f. 1. Fábrica ou loja de perfumes. 2. Os perfumes. 3. Bras. Deprec. ou irôn. Bebida não alcoólica, ou que, sendo-o, é muito doce. 4.Bras. Fam.Coisa sem importância.
Miudeza. S.f.pl. 1.Minúcias, particularidades, minudências. 2.Objetos de pouco valor; bugigangas, miuçalhas, miudagens. 3. Miúdos. 4.Pequenos objetos; quinquilharias.
A exposição Perfumaria e Miudezas apresenta parte das pesquisas do grupo de artistas na temática da memória e da percepção espacial. Estando situada dentro de um shopping center, a exposição procura tornar-se um fragmento deste, situando-se em seu contexto ao produzir incessante número de imagens e objetos, muitas vezes destituídos de necessidade ou significado e, por isso, não total ou necessariamente assimiláveis pelos consumidores/espectadores. Algumas destas imagens, como mulheres, frutas e flores, contem o esfacelamento da memória através de cortes e da própria degeneração do material, tanto anterior ao início do trabalho, como construída pela sua própria história ao sofrer a ação do tempo.
O uso de objetos já descartados ou, no mínimo, esquecidos em um canto, como correspondência antiga, restos de imagens e pedaços de tecidos, sinaliza uma perda dirigida de valores que tanto podem ser sentimentais, estéticos ou documentais.
Para questionar esta perda, as artistas recodificam os objetos, usando-os fora da lógica racional, a fim de que o espectador reoriente seu olhar para este novo/velho objeto.
Artistas: Camila dos Reis, Daniela Moser, Daniele ASCipriano, Denise Miranda
Exposição: de 8 de março a 3 de abril
Big Shopping de segunda a domingo das 10 as 22h
Exposição: Lugares da Memória
O grupo VIESES foi formado em 2005, por Camila dos Reis, Daniela Moser, Daniele Ascipriano, Denise Miranda e Giane Figueiredo, artistas graduadas em desenho pela Escola de Belas Artes da UFMG.
Une a diversidade técnica ¿ gravura, fotografia, desenho e escultura ¿ às questões da arte contemporânea, como a pesquisa espacial e o uso social da imagem, na tentativa de produzir uma arte capaz de suscitar uma consciência crítica e ética no espectador.
Em meio a experimentações, trabalhos produzidos e discussões, o grupo busca se consolidar, à medida que cada integrante prossegue em suas pesquisas individualmente.
Na exposição Lugares da Memória o grupo de artistas tem como proposta a investigação de diferentes estruturas da memória, tanto individuais como sociais, sinalizando assim os modos diversos pelos quais percebemos e vivemos nossa temporalidade.
Lugares da Memória traz uma amostragem das pesquisas individuais das artistas na temática da memória e procura renovar os modos de percepção espacial, ao reconhecer a não neutralidade do espaço expositivo do Centro Cultural de Contagem.
Abertura 15 de março as 19h
Exposição: de 16 de março a 9 de abril de segunda a sexta das 9 as 17h ¿ sábados, domingos e feriados ¿ das 9 as 12h
Local: Centro Cultural de Contagem
Rua Doutor Cassiano, 130 - Centro
Exposição: Retratos
Retratos é uma exposição do acervo fotográfico da Casa da Cultura "Nair Mendes Moreira" retratando o cotidiano das mulheres em Contagem no Séc. XX. Esta exposição concentra o olhar na mulher "anônima" que vive e viveu nesta cidade. Tem como objetivo neste mês especial dedicado à mulher discutir a participação da mesma na sociedade como um todo e seu papel histórico de formação da nossa realidade à partir do eixo familiar
Exposição: de 8 de março a 7 de abril de segunda a sexta ¿ das 9 as 17h
Local: Galeria da Prefeitura
Praça Tancredo Neves, 200 ¿ Camilo Alves ¿ Contagem
Cinema
Projeto Na Tela - Mostras de Cinema
A mostra de cinema "Na Tela" do mês de março traz até o público filmes que tem o feminino como tema e fazem parte da programação do mês da Mulher. O projeto este mês conta com a presença de pessoas especialistas em debate de gênero e realizadores de audiovisual. Filmes exibidos às 19 horas no Centro Cultural Regional Petrolândia e no Centro Cultural Pref. Francisco Firmo de Mattos Filho. Os ingressos são gratuitos, distribuídos meia hora antes da sessão.
Frida (Frida) de Julie Taymor, EUA, 2002,123 min.
Dia 6 de março (segunda-feira) - Centro Cultural Regional Petrolândia
Dia 7 de março (terça-feira) - Centro Cultural Pref. Francisco Firmo de Mattos Filho
Osama (Osama) de Siddiq Barmak, Afeganistão, 2003,82 min.
Dia 13 de março (segunda-feira) - Centro Cultural Regional Petrolândia
Dia 14 de março (terça-feira) - Centro Cultural Pref. Francisco Firmo de Mattos Filho
Encantadora de Baleias (Whale Rider) de Niki Caro, Nova Zelândia, 2003, 105 min
Dia 20 de março (segunda-feira) - Centro Cultural Regional Petrolândia
Dia 21 de março (terça-feira) - Centro Cultural Pref. Francisco Firmo de Mattos Filho
Seleção de Curtas Nacionais: Todos os Dias São Iguais de Carlos Gradim, 2001, 16 min; Dalmar e Rosália de Bel Bechara e Sancro Serpa, 2001, 15 min; Veloriando de Júnia Costa, 2003, 11 min; Bodas de Campeonato de Adilson Bernardo Silvestre, 2001, 6 min;
Dia 27 março (segunda-feira) - Centro Cultural Regional Petrolândia
Dia 28 de março (terça-feira) - Centro Cultural Pref. Francisco Firmo de Mattos Filho
Centro Cultural Pref. Francisco Firmo de Mattos Filho
Rua Doutor Cassiano, 130, Centro ¿ 3352-5342
Centro Cultural Regional Petrolândia
Rua Monte Belo, 57, São Luiz ¿ 3353-7545
A programação Cultural do Mês de Março é dedicada às mulheres. Serão oferecidas oficinas gratuitas no Centro Cultural de Contagem, palestras, shows, debates, mostras de cinema e exposições. Todas as atividades são gratuitas e a programação pode ser conferida no site www.contagem.mg.gov.br e quem desejar receber por e-mail a Agenda Cultural é só enviar uma mensagem para: cultura@contagem.mg.gov.br.
Oficinas:
Oficina de Frutas Parafinadas: dia 6 a 9 de março
Oficina de Flores Artesanais: dia 13 a 16 de março
Oficina de Velas: dia 20 a 24 de março
Oficina de Flores emborrachadas: dia 27 a 30 de março
Artes Visuais:
Exposição: PERFUMARIA E MIUDEZAS
Perfumaria. S. f. 1. Fábrica ou loja de perfumes. 2. Os perfumes. 3. Bras. Deprec. ou irôn. Bebida não alcoólica, ou que, sendo-o, é muito doce. 4.Bras. Fam.Coisa sem importância.
Miudeza. S.f.pl. 1.Minúcias, particularidades, minudências. 2.Objetos de pouco valor; bugigangas, miuçalhas, miudagens. 3. Miúdos. 4.Pequenos objetos; quinquilharias.
A exposição Perfumaria e Miudezas apresenta parte das pesquisas do grupo de artistas na temática da memória e da percepção espacial. Estando situada dentro de um shopping center, a exposição procura tornar-se um fragmento deste, situando-se em seu contexto ao produzir incessante número de imagens e objetos, muitas vezes destituídos de necessidade ou significado e, por isso, não total ou necessariamente assimiláveis pelos consumidores/espectadores. Algumas destas imagens, como mulheres, frutas e flores, contem o esfacelamento da memória através de cortes e da própria degeneração do material, tanto anterior ao início do trabalho, como construída pela sua própria história ao sofrer a ação do tempo.
O uso de objetos já descartados ou, no mínimo, esquecidos em um canto, como correspondência antiga, restos de imagens e pedaços de tecidos, sinaliza uma perda dirigida de valores que tanto podem ser sentimentais, estéticos ou documentais.
Para questionar esta perda, as artistas recodificam os objetos, usando-os fora da lógica racional, a fim de que o espectador reoriente seu olhar para este novo/velho objeto.
Artistas: Camila dos Reis, Daniela Moser, Daniele ASCipriano, Denise Miranda
Exposição: de 8 de março a 3 de abril
Big Shopping de segunda a domingo das 10 as 22h
Exposição: Lugares da Memória
O grupo VIESES foi formado em 2005, por Camila dos Reis, Daniela Moser, Daniele Ascipriano, Denise Miranda e Giane Figueiredo, artistas graduadas em desenho pela Escola de Belas Artes da UFMG.
Une a diversidade técnica ¿ gravura, fotografia, desenho e escultura ¿ às questões da arte contemporânea, como a pesquisa espacial e o uso social da imagem, na tentativa de produzir uma arte capaz de suscitar uma consciência crítica e ética no espectador.
Em meio a experimentações, trabalhos produzidos e discussões, o grupo busca se consolidar, à medida que cada integrante prossegue em suas pesquisas individualmente.
Na exposição Lugares da Memória o grupo de artistas tem como proposta a investigação de diferentes estruturas da memória, tanto individuais como sociais, sinalizando assim os modos diversos pelos quais percebemos e vivemos nossa temporalidade.
Lugares da Memória traz uma amostragem das pesquisas individuais das artistas na temática da memória e procura renovar os modos de percepção espacial, ao reconhecer a não neutralidade do espaço expositivo do Centro Cultural de Contagem.
Abertura 15 de março as 19h
Exposição: de 16 de março a 9 de abril de segunda a sexta das 9 as 17h ¿ sábados, domingos e feriados ¿ das 9 as 12h
Local: Centro Cultural de Contagem
Rua Doutor Cassiano, 130 - Centro
Exposição: Retratos
Retratos é uma exposição do acervo fotográfico da Casa da Cultura "Nair Mendes Moreira" retratando o cotidiano das mulheres em Contagem no Séc. XX. Esta exposição concentra o olhar na mulher "anônima" que vive e viveu nesta cidade. Tem como objetivo neste mês especial dedicado à mulher discutir a participação da mesma na sociedade como um todo e seu papel histórico de formação da nossa realidade à partir do eixo familiar
Exposição: de 8 de março a 7 de abril de segunda a sexta ¿ das 9 as 17h
Local: Galeria da Prefeitura
Praça Tancredo Neves, 200 ¿ Camilo Alves ¿ Contagem
Cinema
Projeto Na Tela - Mostras de Cinema
A mostra de cinema "Na Tela" do mês de março traz até o público filmes que tem o feminino como tema e fazem parte da programação do mês da Mulher. O projeto este mês conta com a presença de pessoas especialistas em debate de gênero e realizadores de audiovisual. Filmes exibidos às 19 horas no Centro Cultural Regional Petrolândia e no Centro Cultural Pref. Francisco Firmo de Mattos Filho. Os ingressos são gratuitos, distribuídos meia hora antes da sessão.
Frida (Frida) de Julie Taymor, EUA, 2002,123 min.
Dia 6 de março (segunda-feira) - Centro Cultural Regional Petrolândia
Dia 7 de março (terça-feira) - Centro Cultural Pref. Francisco Firmo de Mattos Filho
Osama (Osama) de Siddiq Barmak, Afeganistão, 2003,82 min.
Dia 13 de março (segunda-feira) - Centro Cultural Regional Petrolândia
Dia 14 de março (terça-feira) - Centro Cultural Pref. Francisco Firmo de Mattos Filho
Encantadora de Baleias (Whale Rider) de Niki Caro, Nova Zelândia, 2003, 105 min
Dia 20 de março (segunda-feira) - Centro Cultural Regional Petrolândia
Dia 21 de março (terça-feira) - Centro Cultural Pref. Francisco Firmo de Mattos Filho
Seleção de Curtas Nacionais: Todos os Dias São Iguais de Carlos Gradim, 2001, 16 min; Dalmar e Rosália de Bel Bechara e Sancro Serpa, 2001, 15 min; Veloriando de Júnia Costa, 2003, 11 min; Bodas de Campeonato de Adilson Bernardo Silvestre, 2001, 6 min;
Dia 27 março (segunda-feira) - Centro Cultural Regional Petrolândia
Dia 28 de março (terça-feira) - Centro Cultural Pref. Francisco Firmo de Mattos Filho
Centro Cultural Pref. Francisco Firmo de Mattos Filho
Rua Doutor Cassiano, 130, Centro ¿ 3352-5342
Centro Cultural Regional Petrolândia
Rua Monte Belo, 57, São Luiz ¿ 3353-7545
Contagem/Minas Gerais Mês da Mulher
Por:Lauana - Equipe Mulheres Guerreiras do Hip Hop
Olá, companheir@!
A coordenadoria da Juventude em parceria com a Coordenadoria da Mulher e com os Movimentos Sociais tem atuado politicamente na busca da superação de todas as formas de opressão das mulheres.
Por isso, neste dia 8 de Março estamos convidando a tod@s para participar das atividades de dia Internacional da Mulher.
Belo Horizonte/MG
09:00 - Solenidade com o Prefeito no Teatro Marília
16:30 - Caminhada saindo da Coordenadoria Municipal de Mulheres
(R. Paraíba, 29) rumo a Praça Sete.
Este é um momento simbólico de reflexão e reconhecimento da luta e da importância das mulheres em todos os campos de nossa sociedade que deve se refletir em ações coditinas de promoção da cidadania e empoderamento das mulheres.
É fundamental a participação de tod@s e na medida do possível a mobilização de outra pessoas para participar.
É muito comum ouvirmos dizer que este é um assunto pra mulheres, e esse equivoco tem reflexos instituionais, políticos, sociais ...
O combate a opressão contra as mulheres é uma responsabilidade de tod@s, pois a tod@s prejudica!
Contamos com Você!
Por: Lauana - Equipe Mulheres Guerreiras no Hip Hip
COOPERIFA APRESENTA:
SARAU DO DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES
DIA 08 DE MARÇO QUARTA-FEIRA 20HS
A Cooperifa, movimento cultural que celebra as mulheres todos os dias do
ano, apresenta no dia 08 de março um sarau dedicado, produzido, apresentado
e tudo o mais pelas mulheres.
programação:
20hs30 será apresentado curtas e documentários produzidos por jovens da
periferia.
21hs, bom, aí nós os homens não sabemos o que vai acontecer.
23hs encerramento com os homens ajoelhando no solo sagrado da Cooperifa,
para pedir perdão por tudo que nós já fizemos de ruim para elas ao longo da
existência. Acha pouco? Então, se for macho apareça.
Distribuição de livros, revista e rosas (gratuitamente)
Sarau da Cooperifa
Bar do Zé Batidão
Rua Bartolomeu dos Santos, 797 Chácara Santana
Ref: igreja de Piraporinha zona sul/São Paulo
Inf. sérgio vaz 9333.6508
entrada franca
Por: Kelly - Equipe Mulheres Guerreiras no Hip Hop.
TINA
Ela cresceu em ambiente musical, seu pai e seu irmão mais velho sempre ouviram muita música e sua mãe cantava no coral da igreja católica. Em 1990 se viu cantando, foi quando conheceu o Hip-Hop e decidiu seguir esse caminho. "Se não me engano, a primeira vez que subi no palco foi no lançamento do CD "Escolha o seu caminho" do Racionais MC´s, abrindo o show deles", afirma Tina. Em 2000 lançou seu CD de estréia, intitulado "Atitude" e a cantora garante que esse disco abriu as portas para que se enxergasse como uma artista solo, pois sempre teve o sonho de formar um grupo. "O primeiro trabalho é como o primeiro filho. Você gera a criança e fica curtindo aquela coisa de como será. Vai escrevendo as letras, procurando produtores, escolhendo as músicas. Foi uma experiência muito legal em minha vida, pude colocar no CD tudo o que vim aprendendo ao longo do tempo que tive contato com a música." O CD veio com participações de Pregador Luo, produzido por DJ Luciano e Duda. Hoje, Tina tem uma carreira paralela onde está com um grupo, realizando o antigo sonho. O grupo TAL (Tina, Angélica e Luana) nasceu o ano passado, na casa de Sandrão do RZO e já estão trabalhando suas músicas. No caminho do profissionalismo, a artista garante que gosta de cuidar de seu trabalho pessoalmente. "O Hip-Hop é a minha vida, fez eu me ver como mulher negra.
Sou 50% rapper, 50% cantora." Durante toda sua vida a cantora trabalhou com DJ Alpiste e sua voz está conquistando muitos ouvidos. Participou rimando no trabalho de Simoninha, um remix produzido por Silvera, na música "Só mais um lamento".Também participou no trabalho do cantor Robson Nascimento, num coral Gospel. Recentemente fez uma música com o Jamal chamada "Idéia Certa" e participa também no novo CD do Silvera. Seu último trabalho foi com o Dexter, no CD solo do rapper, onde participa em duas músicas. A beleza ajuda ou atrapalha a carreira de uma cantora? "Não vou dizer que a beleza não abre portas, mas se vê a casca sem saber o que tem dentro. Existem tantas mulheres com trabalhos legais, com mensagens para passar e o pessoal vê o estereótipo. Eu tenho muito mais do que beleza para passar. Tenho uma experiência de vida maravilhosa, tenho um filho de 12 e outro de 9 anos, sou mãe, dona de casa, gosto de ser dona de casa, de cuidar das coisas que todas as mulheres cuidam, mas tenho o meu lado profissional também. Muitas vezes as pessoas vêem apenas o estereótipo bonito e acham que é só beleza, mas não é, eu tenho talento também e os trabalhos estão aí para quem quiser conferir.A beleza atrapalha um pouco." Cantora Gospel? "Sou uma artista gospel, mas não gosto do título de ser apenas uma cantora gospel, causa impressão de uma música que só fala de Deus e só faz louvores. Mas tenho o meu lado espiritual, de escrever letras gospel. Meu CD é de RAP gospel, mas não faço apenas isso, escrevo sobre coisas boas que considero gospel, que é quando você fala de algo positivo da vida. Considero gospel quando você fala algo positivo, da maneira certa e traz algo para o coração das pessoas. É quando você consegue entrar no coração das pessoas trazendo algo de bom." Hip-Hop é moda? "Dá impressão que virou moda ser negro, cantar e curtir RAP, dá um status fazer isso. Mas tem o lado bom e o ruim nisso tudo. O ruim é o modismo, mas quem é permanece. Próximo disco para o ano que vem Amadureci muito, musicalmente falando, tenho ouvido muita coisa diferente, nova, prestando atenção nas coisas boas do mercado, me abriu mais o leque de como e o que escrever, o que fazer, usar mais música brasileira. Sou fã de Racionais, Thaide, MV Bill, Rappin Hood, pessoas que fazem RAP com seriedade e profissionalismo. Eu faço música e vivo isso 24 horas por dia, o que me vem na cabeça tenho que anotar e fazer rápido. Quando ouvirem o meu CD, abram o coração, a mente e tentem entender e guardar o que for bom para você."
"Respeito, amor pelas pessoas e amizade, pois se você tem amigos, tem tudo. Olhar sempre pra cima, porque Deus é mais e é maior."
Por: Kelly - Equipe Mulheres Guerreiras no Hip Hop.
Lançamento do CD valores do Brasil
Chegou o cd Valores do Brasil gravado em Betim/ MG só com grupos de hip hop da cidade. Este projeto tem mais de vinte grupos de rap, e participações de músicos de peso do cenário mineiro que contribuíram nesta obra.
O cd Valores do Brasil é um projeto social produzido pelo dj acoisa, e tem como carro chefe os hinos: Nacional, Bandeira e de Betim alem de faixa falando sobre o tema água e sua importância no planeta.
A idéia de gravar os hinos surgiu durante umas oficinas de hip hop que estive desenvolvendo em varias escolas de Belo Horizonte e percebi que os alunos não se interessavam pelo hino nacional, que apesar de muito bonito já não encanta mais esta geração de crianças e adolescentes.
As dificuldades que a maioria dos diretores de escolas tem para executar o hino nacional nos pátios das mesmas são totalmente ignoradas pelas crianças.
Porém, a vontade de gravar aumentou mais ainda porque eu estava assistindo um programa de televisão e a apresentadora saiu pelas ruas de São Paulo fazendo uma pesquisa com a população sobre quem saberia cantar o hino nacional, e cada vez que alguém errava ela dava uma folha com a letra do hino pra pessoa e o valor de cem reais oferecido para quem conseguisse cantar ia se acumulando, resumindo: O valor chegou a mil e seiscentos reais, ela mudou de emissora e ninguém ganhou o prêmio.
Pensei: Se o rap é a música que esta fazendo a cabeça da rapaziada, então vou gravar os hinos na versão rap para ver se assim as pessoas se interessam pela letra e assim foi feito.Fiz o projeto, mandei para lei de incentivo, passei em primeiro lugar e o projeto foi aprovado com votação máxima.
Agora eu estou doando um cd para cada uma das escolas municipais e estaduais da Cidade de Betim, esperando que seus diretores entendam que nossa intenção é resgatar o patriotismo e a cidadania, para que possamos ter uma sociedade mais justa e uma educação mais eficiente.
Este cd foi gravado com recursos da lei municipal de incentivo à cultura de Betim, (Lei Noemi Gontijo), e estou contando com o apoio dos amigos da imprensa para divulgar este projeto.
Contatos: Paulo Soares, Djacoisa. (31) 3224 ¿ 8219 -- 3511 0075 ¿ (31) 9948 - 4019.
Email: djacoisa@berimbrown.com.br
Por Lauana- Equipe Mulheres Guerreiras no Hip-Hop
COM SATISFAÇÃO NOSSA EQUIPE TRAZ UM POUCO SOBRE UMA GRANDE GUERREIRA...!!!
RELEASE VAL INAÊ
Val Inaê numa carreira solo futurista, vem com a proposta para o RAP Nacional ,
mesmo no anonimato, pretendendo mostrar a importância da mulher num cenário maxista e conturbado, todavia eletrizante em sua postura de seriedade e resistência contra o que traz o
mal à mente.
Em 1999 inicia-se a jornada de participar de um mundo tão discriminado, o mundo do HIP HOP. A facilidade de escrever me abriu caminho para editar o fanzine LETRAS PERIFÉRICAS e daí por diante ter feito parte do grupo de Rap feminino CULTURALMENTES, onde nos apresentávamos em vários lugares de norte à sul de São Paulo, incluindo interior e grande ABC Nessa caminhada musical entre leitura e aprendizagem, com propostas de conscientização política da vida, veio a gratificação surpreendente de ganhar o Primeiro Lugar no Festival de Rap em Cambuí MG. em 22 de abril de 2001. E, como já não bastasse,as entrevistas em rádios comunitárias, no Jornal Estação Hip Hop; o troféu que veio a me tornar mais forte na música Rap foi entrevistar e conhecer o precursor principal Mano Brown. As portas foram abrindo-se para mais participações como; a produção do lançamento do CD "Nada Como Um Dia após o Outro Dia"- RACIONAIS MC"s, e também o CD "Os Fraco Num Tem Veis"TRILHA SONORA DO GUETO. Atualmente a luta continua num trabalho na ONG CAPÃO CIDADÃO que trabalha
com crianças em atividades de lazer no último domingo de cada mês. Sigo em frente com esse canto diferente, e sinto-me bem ao ser convidada para cantando em eventos periféricos diademenses e ter bom relacionamento no Centro Cultural Canhema.
VERSO E PROSA NO PAPEL É PRA QUEM TEM O DOM.
VAL INAÊ : Evalni de Oliveira, moradora de Diadema SP.
AGORA CONHEÇA MAS SOBRE ESTA GRANDE MULHER QUE USA O DOM DE ESCREVER PARA MANUSIAR A CANETA E O PAPEL FAZENDO DELE UM FORTE ARMAMENTO A TODOS NÓS QUE TEMOS O PRIVILÉGIO DE LER...COM MUITA SATISFAÇÃO TRAZEMOS HOJE UMA DAS SUAS COLUNAS...
HU-MANOS
Elaboração : Evalni de Oliveira
Como é difícil cantar RAP. São poucas as mulheres, mas são realmente persistentes porque esse mundo obscuro é sem massagem, e se tiver, cada um cada um .
Vamo atrás da rapa do rap que já sabia do show longe, interior de São Paulo.
Um domingão ensolarado, calor ardido de inverno. O Rap é tão forte que se consegue o objetivo apenas em 3 segundos. Das 10 horas da manhã o transporte chega às 16:30 h. Fome, cansaço, desânimo, mas vamo. Afinal, o objetivo é cantar em Sorocaba. Os mano reunido pra cantar um tipo de música que mexe nos escombros do Brasil-Colonia à custa do massacre ancestral, que é tão escondido na luxúria da vida, nas luzes dos shopings ou até mesmo na ignorância dos próprios manos, contrários ao mundo injusto, que não param pra ler sequer um parágrafo sobre a teoria de Khal Max ( que loko ). Esse é o Rap Nacional.
Final de tarde, uma beleza magnífica no céu que desenhava um amarelo terminando num risco vermelho, gloriosa preparação para a lua tomar o seu lugar e clarear a noite que foi caindo majestosamente entre as montanhas da estrada que já fica sinistra.
O carro dos mano , uma perua velha capengando, toda torta, como a vida dura do povo pobre, um risco de vida que só um vida loka faz pelo Rap.
Ao chegar na cidade, uma passagem curiosa. Aquela perua cheia de macho com barba por fazer, cara de pobre e preto. Isso é o bom do mundo do Rap. Ao lado, o carro da polícia, o olhar da PM. desconfiado. Eles iam abordar, percebi isso no olhar do motorista policial. De repente a astúcia somada ao poder da informação, traz o pensamento rápido, e num piscar de olhos, a inteligência faz com que se pergunte ao próprio policial onde poderíamos encontrar o salão onde queríamos ir. Afinal, a polícia ganha para proteger e informar .
O guarda falou onde era, assustado inesperadamente com a petulância de nós precisarmos deles, e sem medo deles, simplesmente perguntar como quem não devia nada. Os próprios manos pasmaram com a atitude do outro mano , que articulou palavras, que foi ligeiro e no camarim simples do salão, foi um bom assunto relembrado,entre risos, que o carro policial deu até uma engasgada na hora de dar a partida quando o farol abriu.
Finalmente ta chegando a hora de cantar, os adolescentes que são um público que me preocupa , ao mesmo tempo me enche os olhos de esperança. A juventude ta rápida, as suas atitudes são inovadoras, como por exemplo, os bate-cabeça que advém dos roqueiros rebeldes. Sim, rebeldia, trajes agressivos, coloridos, emblemas americanos, mesmo todos sendo adeptos ao Rap nacional.
Nas gírias mal faladas, a dança do contr¿ sem um nada de romantismo ou lirismo eles se batem ao som da batida do Rap que com seus refrões chavão trazem o delírio nas vozes que cantam em coro tais letras de revolta sem o bom censo crítico articulado, é uma forma de política de um lado só, a reclamação.
Suavidade? Nem pensar. Mesmo assim, a união prevalece numa grotesca solidariedade, porque é só saber que somos manos.
Da mesma maneira que é difícil cantar Rap, é também difícil narrar as atitudes dos adolescentes brasileiros confusos, inesperientes , porém criativos em seus costumes descendentes da violência urbana, que traz a música dos favelados em Ritmo e Poesia, entre seus conturbados falatórios no português-não-padrão que chama a atenção e vira assunto de fanzine e de jornais que de uma forma ou de outra ajuda na compreensão pra se tornar um movimento revoltado que sai fora da resistência do Hip Hop, e se torna o Movimento do Rap, um braço esquerdo que abala toda a estrutura hiphopiana.
Nesse embolado tem um pedacinho cor-de-rosa, alguma mulher consegue cantar seus versos e ouvir aplausos. Boa noite. Voltamos pra zona leste e pro finalzinho da zona sul Diadema em São Paulo.
TEMPO DA ESCRAVIDÃO
Naquele tempo havia escravidão.Ser escravo era um sofrimento. Você trabalhava e no fim do mês não recebia salário. Cada dia, depois de concluir as tarefas, você era trancado em barracões sem cama nem rede.
- E a comida?
Feijão farinha e peixe. Regulados. Em dias de santo padroeiro melhorava. Em cima do angu vinham miúdos de boi.
Se você desagradasse ao feitor da fazenda, lá vinham palmatória e chicote de três pontas. Feitor é o que chamamos agora de capataz.
Tanta ruindade era para produzir açúcar. O Brasil era um grande canavial. Tirando o mato brabo, ainda cheio de onças e sucuris, era tudo coberto de pés de cana. O escravo plantava e o escravo colhia. Como naquele tempo não havia caminhões, a cana era arrumada em carro de boi. Um escravinho ia tangendo os animais e cuidando para a carga não cair. Se caísse, lá vinha o capataz.
Quem tocava a moenda para espremer a cana era outro escravo. Só em algumas fazendas se usava boi ou a água corrente. Feito o melaço, outro escravo enchia os tachos.
Se você olhasse da varanda da fazenda, era bonito o canavial todo verde. Com o vento da tarde fazia ondas como o mar .
De perto era o inferno dos escravos.
PALMARES
Vai que a toda hora um escravo fugia.
Se fosse índio era muito difícil pegar e trazer de volta. Os índios eram daqui mesmo e conheciam o mato como a palma da mão. Tinham parentes e amigos em cada canto. Os capatazes afiavam o chicote, mas desistiam:
- Esse índio sumiu no desertão.
Com o tempo falavam:
- Esse índio sumiu no sertão.
Comiam o DE por economia. Até falar dava trabalho naquele mundo do açúcar.
Já os escravos negros, trazidos da África pelo pescoço, não conheciam a terra. Seus parentes e amigos estavam do outro lado do mar. Espie o mapa que você vai ver a distância.
Fugiam e eram recuperados. Imagine o que passavam nas mãos dos capatazes.
-Um dia é da caça, outro do caçador.
Certa vez, no sul de Pernambuco, quarenta se juntaram para fugir. O fazendeiro engoliu a ira e o prejuízo.
Os fugitivos caminharam léguas e léguas. Deram numa serra de muitas palmeiras. Havia rio largo e pedregoso.
Olhando lá de cima não se via nenhum canavial.
Acamparam.
Esse foi o começo de Palmares.
- Qual foi a data?
O dia e o mês não sabemos. Só o ano: 1597.
TEXTO RETIRADO DO LIVRO:
A VIDA DE ZUMBI DOS PALMARES.
Publicação: Fundação Cultural Palmares do Ministério da Cultura.
Organização do texto: Joel Rufino dos Santos.
Datado de outubro de 1995.
Por:Kelly - Equipe Mulheres Guerreiras no Hip Hop.
Entrevista com a grafiteira BELA de Portugal
Qual é a tua tag e quem es tu?
O meu tag é bela,sou de vilafranca de Xira e pertenço á crew
FrontLine¿
Porque e quando é que te inicias te no graffiti?
Iniciei-me no Graffiti em 2002 por influência do wek membro da minha krew e meu namorado,ele já pintava andava sempre para aqui e para ali com as suas latinhas e xegou um dia que me levou a dar uma cena¿
O que significa para ti o ¿graffiti¿?
Graffiti para mim é muito mais que um lazer,é como se fosse um trabalho a que me dedico sempre que posso, é uma maneira de exprimir o meu estado de espírito e descontrair libertando-me da rotina do meu dia-á-dia!
Resumindo posso defini-lo em 4palavras: Amizade, criatividade, conhecimento e paixão!
Quais são os teus pontos de vista acerca do movimento na tua cidade? e
em Portugal?
Os meus pontos de vista acerca da minha cidade acabam por não ser assim tão positivos pois olhando ao meu redor vejo que são poucos aqueles que se esforçam para trazer algo de novo e bom, tenho pena que seja assim mas é a realidade, a nível de Portugal penso que o nosso país tenha ganho muita qualidade nos últimos tempos, há por aí muito bons writers de norte a sul do país mas penso que podíamos ser todos mais unidos pois comparado com os outros países somos poucos, e principalmente nós as raparigas devíamos ser mais unidas e ter mais iniciativas!
Concordas com o aparecimento do graffiti em galerias e não só nas
ruas?
Sim, concordo plenamente apesar do graffiti ter nascido na rua acima de tudo é arte, como qualquer outra, e porque não pô-lo numa galeria por vezes? A minha krew por exemplo já fez algumas exposições com a ideia de poder levar o trabalho urbano para dentro de quatro paredes e tirar um pouco a ideia que o graffiti é vandalismo!
Quais os writters que mais admiras em Portugal? e no estrangeiro?
Os meus writers preferidos do nosso país é a minha krew FRONTLINE( Wek Ater Opra) não só por serem da minha krew mas porque acho que têm bastante valor e algo original mas também pela nossa união!
É claro que tenho outros writers de quem aprecio os seus trabalhos tal como Nomen ,Odeith , Rote, os Policromia , Sphiza, H2honey ,Nitro , Dheo , Mots , e muitos mais que talvez me tenha esquecido!
No estrangeiro writers como logan ,Daim , os SPL, os Maclaim entre outros!
Na tua opiniao porque existem poucas Writters nas vertentes do
hiphop, neste caso o graffiti?
Porque penso que há muito a ideia que o graffiti é uma coisa de homens e então têm medo de se integrar no movimento!
Para ti, o graffiti é um hobbie?
Não só é um hobbie como uma forma de conviver com os meus amigos e de mostrar a minha arte!
Tens receio que a tua arte seja comparada com os actos de
vandalismo?
Não,eu sei o que faço e as pessoas que me interessam sabem o que faço!
Que pintura te deu mais prazer até hoje fazer? e porque?
Todas as pinturas me dão muito gozo a fazer, mas talvez quando fui pintar a Alemanha e fiz um fame num resto do muro de berlin que se encontrava numa universidade de design no norte de Alemanha, não só por ter sido na Alemanha mas por ter sido no muro de berlin que é uma coisa única, e que provavelmente não vai voltar a acontecer!
O futuro para o graffiti no nosso país?
Se continuarmos todos a trabalhar com força e dedicação penso que possamos vir a ser reconhecidos por outros países como um país que no graffiti tem bastante qualidade, algo que já se tem vindo a realizar!
Mas para isso é preciso mais UNIÂO e menos guerras!
Como serás daqui a 10 anos?
Não sei, sei que quero continuar a pintar e quero viver um dia de cada vez, como serei daqui a 10anos só o Futuro dirá!
As ultimas palavras pra quem ler a tua entrevista...
Pintem mais, tomem mais iniciativas positivas e raparigas vamos-nos mexer mais e mostrar que somos tão capazes ou ainda melhores que os Homens!
Fonte: Hip-Hop Ladies
Por: Lauana MG ¿ Equipe Mulheres Guerreira do Hip-Hop
APRESENTAÇÃO
O Brasil adentra ao século e ao milênio com mais um grande desafio: o enfrentamento da violência. Entre as diversas formas de manifestação desse agravo, a violência doméstica é um problema social de grande dimensão, que afeta toda a sociedade, atingindo de forma continuada especialmente mulheres, crianças e adolescentes, repercutindo sobre seu estado físico, emocional e social.
Souza, em 2004, enfatiza que, no Brasil, sobretudo nas últimas duas décadas, não se pode falar de crianças e adolescentes sem que o tema da violência aflore, indicando ser esse o grupo mais exposto a sofrer violação de seus direitos. Historicamente, as mulheres também sempre sofreram as conseqüências das formas desiguais da regulamentação das relações sociais, tendo na violência uma de suas manifestações.
É dever do Estado Brasileiro assistir a mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência e garantir-lhes o livre exercício de seus direitos humanos.
As conseqüências dessa questão são sentidas pelos diferentes setores responsáveis pelas políticas públicas voltadas a essa população. Diante desse quadro de perplexidades que afeta a todos, torna-se inviável a atuação isolada de uma única instituição.
Nesse sentido, em face da complexidade crescente dos problemas sociais e dos processos que envolvem a questão da violência, o trabalho em rede passa a ser uma exigência da realidade, e não mais uma escolha metodológica aleatória.
Desde meados dos anos 80, com a ampla mobilização democrática e com o protagonismo das organizações não-governamentais e movimentos sociais, reconheceu-se a necessidade de uma atuação ampla, contínua e integrada que possibilite ações redistributivas de apoio e de defesa de direitos.
A violência, como um fenômeno multifacetado, exige dos gestores capacidade para estabelecer e manter parcerias com outros setores que tenham uma finalidade em comum. Para o enfrentamento mais efetivo da violência, os serviços devem buscar estratégias de construção de rede social de proteção, entendida como diversas instituições, organizações e grupos que já realizam ou possam realizar ações voltadas para o controle do problema atuando articuladamente. É de suma importância para a qualidade desta proposta o compromisso firme e a definição clara de estratégias de atuação para os diferentes atores sociais que integram uma rede.
Os serviços existentes necessitam ampliar espaços para a construção de um trabalho integrado e intersetorial nas diversas esferas do poder público Municipal, Estadual e Federal, potencializando a possibilidade de alinhavar uma política de ação que ganhe força da agenda nacional e que venha a alocar a violência doméstica como um tema transversal às políticas sociais afins.
Neste momento histórico, portanto, é premente que se crie espaços de trocas de experiências acumuladas nas propostas implantadas nas diversas regiões do país, o que proporcionará, além do fortalecimento das práticas já existentes, o reconhecimento dos desafios a ultrapassar e o início de um caminhar para uma necessária construção de uma rede de âmbito nacional.
A Prefeitura Municipal de Curitiba e o Ministério da Saúde convidam os profissionais que atuam na construção e execução de propostas voltadas à atenção e à prevenção da violência doméstica e sexual a participar do Seminário Nacional de Experiências na Atenção à Violência Doméstica e Sexual Conquistas, Desafios e Proposições, que acontecerá em maio de 2006, em Curitiba.
:: Informações: seminario.violencia@sms.curitiba.pr.gov.br
Líder feminista Betty Friedan morre aos 85 anos
da Efe, em Washington
A autora feminista Betty Friedan, que se tornou famosa nos anos 60 por seu livro "A Mística Feminina", morreu neste sábado, aos 85 anos, em razão de um problema cardíaco, informou a rede de televisão americana CNN.
"As mulheres americanas estão impedidas de crescer até atingir sua capacidade humana total", afirmou Friedan nessa obra, publicada em 1963, que deu um novo impulso ao feminismo nos Estados Unidos.
"Este problema sem nome é mais grave para a saúde física e mental de nosso país que qualquer doença conhecida", disse Friedan, que completou 85 anos justamente neste sábado.
Nascida de uma família judia na cidade de Peoria, em Illinois, Friedan estudou no Smith College e no ca mpus da Universidade da Califórnia em Berkeley.
Sua paixão era o jornalismo, e ela trabalhou na área até 1952, quando foi demitida quando estava grávida de seu segundo filho.
A idéia para "A Mística Feminina" surgiu de um encontro de ex-alunos Smith College, onde comprovou que suas antigas colegas estavam tão insatisfeitas em sua vida do lar como ela, que tinha se casado em 1947 com Carl Friedan, de quem se divorciou em 1969.
O livro se tornou um êxito de vendas, apesar de a minuta inicial, em forma de artigo, ser rejeitada por várias revistas para mulheres.
Na obra, Friedan se queixava da perda de potencial das mulheres dos EUA pela discriminação social, e denunciava que elas eram vítimas de um sistema que as forçava a encontrar satisfação pessoal de forma indireta, através do êxito de seus maridos e filhos.
Depois desse livro, ela escreveu outras obras, e também fundou com Pauli Murray a Organização Nacional de Mulheres dos EUA, uma associação qu e promove a igualdade de oportunidades para a mulher.
Por:Kelly - Equipe Mulheres Guerreiras no Hip Hop.
DJ TYPÁ NO PRÉ LANÇAMENTO - SANDRÃO - ( ALBUM VOLTA AO MUNDO )
DJ Typá estará discotecando na festa de pré lançamento do Album ( volta ao Mundo ) do rapper Sandrão, quem ainda não conhece as correrias desta DJ poderá conferir no dia 17 de Fevereiro no Studio 5 em Osasco.
Participações: Sombra, Função RHK e Subversão.
Ingressos: SUBSOLO - Av. São João, 439 - lj 06 - 3223-0867 e ACERVO DISCOS - R. Primitiva Vianco, 516 - 3682-5360.
LOCAL : STUDIO 5 - Rua: ERASMO BRAGA, 978 (Ao lado da Estação de Osasco)
DIA: 17 de fevereiro/2006
HORÁRIO: 22H AS 5H
Informações: 9565-7733
Por: Lunna - Equipe Mulheres Guerreiras no Hip Hop.
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Da Internet
MULHER
No princípio eu era a Eva
Criada para a felicidade de Adão
Mais tarde fui Maria
Dando à luz aquele
Que traria a salvação
Mas isso não bastaria
Para eu encontrar perdão.
Passei a ser Amélia
A mulher de verdade
Para a sociedade
Não tinha a menor vaidade
Mas sonhava com a igualdade.
Muito tempo depois decidi:
Não dá mais!
Quero minha dignidade
Tenho meus ideais!
Hoje não sou só esposa ou filha
Sou pai, mãe, arrimo de família
Sou caminhoneira, taxista,
Piloto de avião, policial feminina,
Operária em construção...
Ao mundo peço licença
Para atuar onde quiser
Meu sobrenome é COMPETÊNCIA
E meu nome é MULHER..!!!!
(Autor Desconhecido, mas ...um verdadeiro sábio......)
Museu Afro Brasil e a Experiência de Cotas na UFBA
O Museu Afro Brasil convida para um encontro com o professor Dr. Jocélio Teles dos Santos, presidente do CEAO (Centro de Estudos Afro Orientais) da Universidade Federal da Bahia, sobre a experiência de cotas na UFBA, uma das mais bem-sucedidas no ensino superior federal brasileiro. A universidade conta com categorias de cotas para alunos negros, índio-descendentes e de escola pública.
Informações:
Sábado 04/02/2006 - 16 horas
Parque do Ibirapuera Pavilhão Manoel da Nóbrega
Museu Afro Brasil
Teatro Ruth de Souza
Fone: 5579-0593/ 5579-8542
Entrada Gratuita
Parabéns Guerreira Sharylaine
Recebemos a informação de que a rapper Sharylaine acaba de ultrapassar mais uma barreira ao participar da composição do samba enredo de uma das escolas mais tradicionais de São Paulo " Flor da Vila Dalila"
É uma grande conquista paras as mulheres não só do Hip Hop mas em geral, pois dificilmente se encontra mulher na Ala de compositores de samba enredo e que além da participação na composição ainda será levado na avenida por uma voz feminina.....
Parabéns a nossa grande Guerreira Sharylaine.......
Segue a letra ganhadora da escola......
G.R.C. Escola de Samba Flor de Vila Dalila
Enredo: Olhos da Claridade Iluminai a Escuridão
Samba Enredo
Autores: Oripão, Nenão, Oscar, Chilim, Bene e Sharylaine
Lá no Olimpo
Uma Divindade estava triste
Porque os simples mortais
Não a reverenciavam mais
Foi quando pintou no céu
Um arco para Íris
Trazendo sete guerreiros coloridos
Com uma grande missão
Era de lembrar ao povo
De ofertar a Deusa
Festas e presentes de novo
Diz a lenda que Tupã
Concede um fruto de um amor
Mas a serpente lança sua vingança
Contra aquela criança
O Deus das Trevas por inveja
Só deixou a tristeza e a saudade
Semeie olhos na terra
Bis Par brotar o guaraná
Boitatá bola de fogo
Que não deixa incendiar
Mas vejam,
Vejam este flerte tem magia
Traz a chama da paixão
Não vê não sente o coração
Brilha os olhos de quem ama
E o sorriso irradia
A mais pura felicidade
(Vai brilhar)
Brilha Flor
Refrão Clareia esta imensidão (imensidão)
Olhos da Claridade
Iluminai a escuridão
(no Olimpo)
Por: Cris Moscou
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Aniversario do site: Mulheres Guerreiras do Hip Hop
No dia 21/01, Sabado, rolou o evento de aniversario do site Mulheres Guerreiras do Hip Hop , o evento foi muito bom, nenhuma treta, democracia total, as mulheres estão se organizando e isso é muito importante pra cultura Hip Hop Feminina, pois o Hip Hop é isso, ATITUDE.
O evento começou com uma mesa de DEBATE:
Representando o elemento RAP as MCs Negra Ro ( NRC / RJ ) e MC Aninha ( Atitude Feminina / DF );
Negra Rô
Aninha
Representando o elemento Grafite a guerreira TIKKA;
Representando o Break a B.Girl Letícia ( 3D );
E o elemento DJ bem representado pela DJ Simone ( Livre Ameaça).
Cada uma fez uma apresentação pessoal, relatando sua historia, como o hip hop entrou em suas vidas, qual a importancia do elemento na qual estava representando, qual a importância do hip hop feminino na cultura, e falaram sobre a historia de cada elemento.
O microfone foi aberto para o publico, na qual fizeram diversas perguntas pras debatedoras, curiosidades como por exemplo: como é o hip hop em Brasília, sobre a sensualidade da mulher no Rio de Janeiro, quais as dificuldades que as mulheres enfrentam dentro da cultura, etc....
Após o debate, cada elemento se apresentou no palco, B.Girl Letícia e uma B.Girl que se manifestou no meio do publico...
Show improvisado com a Lunna ( Livre Ameaça ), Aninha ( Atitude Feminina ), Negra Ro ( NRC ) que representaram o elemento MC, conexão SP / DF / /RJ, que alias firmaram um som juntas que já esta em andamento e sairá logo mais no cd do grupo Livre Ameaça........ chamaram também ao palco a rapper MDR que estava na plateia e levou um som...
Aninha, DJ Simone e Lunna
Negra Rô e Aninha
Performance da DJ Simone que fez scrashs e back to back, encerrando com chave de ouro a apresentação dos elementos da cultura .
Pra finalizar o evento, Show do Visão de Rua, onde Dina Dee relembrou varias musicas antigas e o publico respondia.....
Cantou também musicas do novo CD que logo mais estará lançando.....
Chamou ao palco uma fã Regiane, que sempre acompanha o grupo na maioria dos eventos.....
O publico se emocionou quando ela chamou seu filho e seu sobrinho ao palco e cantou Marcas da Adolescência, era percebível tamanha felicidade que Dina Dee esta passando pelo fato do seu filho estar ao seu lado, ....
Com toda simplicidade e humildade do grupo Visão de Rua, Dina Dee, fez questão de chamar ao palco Lunna ( uma das organizadoras do evento e diretora do site ) , onde em publico confirmou a presença em todos os eventos que o site realizar, falou da importância da realização de eventos realizados por e pras mulheres, Comentou que o Visão estará lançando o CD independente e falou sobre a dificuldade que o Hip Hop Feminino enfrentou e esta enfrentando......
As guerreiras trampando...... atraz as guerreiras representando no debate.
Lunna diz que a intenção inicial é levar este projeto pra todos os CÉUS de São Paulo atingindo desta forma todos os cantos das periferias que é onde os CÉUS estão localizados, será realizado também no Museo Afro no Ibirapuera para atingir a região central, e receberam convite também para levar este evento a cidade de Osasco, Rio de Janeiro e Brasília.
Agradecemos todos os apoios, Portal Rap Nacional, Loja Sub Solo, New Records, Porte Ilegal, Truck´s, Florida, Cash Beat, Boca (Estação 50), DJ Raffa e a Zelma cabelereira que nos prestigiou e doou 6 tranças para o evento.....
Equipe das guerreiras " Zelma tranças ".....
Logo mais colocaremos as fotos, as entrevistas, video e MP3 do evento nos links do site.
Mulheres que queiram divulgar seus trabalhos no site, ou queiram participar dos eventos., podem enviar material para o E-mail mulheres@rapnacional.com.br
Contato: 9567-9715 com Nany.
Muita paz a todos.
Equipe Mulheres Guerreiras do Hip Hop Nacional
Secretaria de Participação e Parceria
Coordenadoria da Juventude
FÓRUM HIP HOP E O PODER PÚBLICO MUNICIPALEm Parceria com a Coordenadoria da Juventude de São Paulo
O Fórum Hip Hop e o Poder Público Municipal , promove encontros quinzenalmente com pessoas, posses, grupos e ONG s que atuam nos quatro elementos do Hip Hop para discutir políticas públicas de juventude. Os encontros têm como objetivos:
Ø Estabelecer um diálogo entre os e as jovens do Hip Hop e o poder público municipal, apontando na perspectiva da identidade e autonomia dos jovens deste movimento por meio de iniciativas, ações e demandas contando com apoio do poder público.
Ø Criar critérios públicos que direcionem a relação entre o poder público e os e as jovens, garantindo que não haja privilégios de uns em detrimento de outros setores.
O Fórum é um canal de comunicação entre os jovens e as representações da administração pública municipal, levando em conta a necessidade de investimentos e programas voltados à juventude paulistana. Nessa visão, os e as jovens tornam-se parceiros e interlocutores do governo municipal, realizando ações conjuntas das políticas municipais de juventude.
O Fórum promove encontros e discussões com representantes do governo municipal a partir de 8 eixos temáticos definidos nos primeiros encontros:
1. Difundir o Hip Hop
2. Elaborar políticas públicas de juventude
3. Inserir o Hip Hop como tema transversal da educação
4. Combater a discriminação de gênero
5. Organizar uma agenda do Hip Hop na cidade
6. Combater a discriminação racial
7. Atuar contra a violência policial
8. Gerar emprego e renda
Pretende-se com isto criar uma agenda de debates do Hip Hop com as secretarias da cidade, visando consolidar um espaço de mútuo conhecimento e integração através de um Evento de Lançamento do Fórum, previsto para o dia 21 de Março, quando se comemora o Dia Internacional de Luta Contra a Discriminação Racial.
Nesse dia, haverão debates com representantes de 5 secretarias, apresentações de artistas dos quatro elementos do Hip Hop, workshops, palestra sobre a história do Hip Hop, exposições de artes visuais e feira de cultura Afro. A partir deste evento, o Fórum dará continuidade às discussões, gerando indicadores e propostas concretas de políticas públicas a serem formalmente apresentadas e que possam ser executadas pelas secretarias.
Convidamos você a fazer parte deste espaço e trazer as contribuições e inquietudes da sua comunidade!
Contatos na Coordenadoria da Juventude: Djalma (Nando) e Keyllen Nieto
e-mail: coord_juventude_sp@yahoo.com.br e keyllenn@yahoo.com
Rua Líbero Badaró, 119, 7º andar, Centro, São Paulo - SP
Cep 01009-000 - Tel (11) 3113-9730 / 3113 -9763
Por: Kelly - Equipe Mulheres Guerreiras do Hip Hop Nacional

É neste sabado dia 21/01 estão todos convidados

HIP-HOP MULHER- UMA HISTORIA QUE ESTA SENDO CONTRUIDA
Nova geração de cantoras de rap e suas variantes entra com tudo no território mais masculino da música, soltando a voz contra o machismo e trazendo glamour ao som que veio do gueto
Mano Brown, o homem à frente do Racionais MC's, respeitado como líder dos 'manos' de todo o país, reconheceu o óbvio: 'Sim, eu errei com as minas'. Nas letras de Brown - e de boa parte dos grupos de rap -, a figura feminina é retratada de duas únicas maneiras: a mãe que sofre e luta ou a 'vadia'. Um exemplo 'suave' está em 'Estilo Cachorro', do último disco dos Racionais: 'Mulher finge bem, casar é negócio/ Você vê quem é quem só depois do divórcio'.
GUERREIRAS DA MÚSICA
Só em 1996 a norte-americana Lauryn Hill furou o bloqueio com 'Killing Me Softly' e inaugurou a entrada da mulher no mercado fonográfico do hip-hop. No Brasil, entre centenas de discos de grupos masculinos, apenas sete são de mulheres ou trazem a voz feminina em pé de igualdade. Cinco são de gravadoras independentes e mais de uma década separa o lançamento dos dois primeiros álbuns, das paulistanas Luna e Sweet Li, dos discos de Dina Dee, líder do grupo Visão de Rua (2000), e da carioca Nega Gizza (2002).
FIRMEZA NO CINEMA
E em grande estilo. Até o cinema escolheu as minas para mostrar o universo do hip-hop. Ela mesma, a Negra Li, acaba de participar de 'Antônia', filme de Tata Amaral com estréia prevista para este ano. O filme mostrará a trajetória de um grupo de rap formado por quatro garotas da periferia de São Paulo. Negra Li faz o papel de Preta, a líder do grupo, que decide seguir a carreira em vez de manter o casamento. Um dilema típico das mulheres do rap.As outras três protagonistas da história também são interpretadas por cantoras originárias da cena hip-hop e fazem parte da novíssima geração do rap feminino.
VISUAL SEXY
As novidades dessa fornada do hip-hop estão evidentes no visual das cantoras. No palco, elas já não precisam fazer cara de má nem vestir calças ultra largas, camisetonas e boné.
Por: Lauana- Equipe Site Mulher Guerreiras do Hip Hop Nacional
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ONDE ESTÃO AS GUERREIRAS DO RIO PARA SOMAR COM A SIMONE?
Simone Pedro (nome de preto, sim senhor), 24 anos, nascida em Campos dos Goytavcazes, RJ. Formada em Ciências Sociais e Rapper
Posso dizer que não comecei no hip-hop, foi o hip-hop- que começou algo em mim. Sempre fui apaixonada por cinema e um dia, assisti ao curta "O Rap do Pequeno Príncipe Contra as almas Sebosas". Na mesma semana, catei todos os cds de hip-hop do meu irmão e nunca mais eles foram devolvidos...rs Mas eu sempre achava que somente eu e mais um amigo curtíamos hip-hop em Campos, até que há alguns meses, Big, que era do grupo Pala, "me achou" através desse amigo, que contou que eu cantava e gostava do gênero musical. Acabei ingressando no grupo Pala, que hoje não existe mais. Mas eu sempre achava que somente eu e mais um amigo curtíamos hip-hop em Campos, até que há alguns meses, Big, que era do grupo Pala, "me achou" através desse amigo, que contou que eu cantava e gostava do gênero musical.
Acabei ingressando no grupo Pala, que hoje não existe mais. Ainda estamos produzindo músicas juntos, formamos uma dupla... Além dos projetos musicais, desde que conheci o grupo Pala e o pessoal do hip-hop do interior do estado do Rio, que estou envolvida com o Projeto Hip-hop inter-rio ( que envolve o site e outros projeto que pretende ser o símbolo da identidade hip-hop fluminense). Infelizmente, sou a única mulher envolvida no projeto.
Faz falta que mais mulheres estejam ao menos dando forças a nós por aqui. Os rapazes não são tão machistas, mas ainda não se acostumaram com uma mulher dizendo e desdizendo tudo. Mas para mim, ta tranqüilo... um dia eles chegam lá.
Quero mandar um forte abraço pras guerreiras de Sampa. Admiro vocês demais! A força está com agente! Simone Pedro
Por: Kelly - Equipe Mulheres Guerreiras do Hip Hop Nacional
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A Coordenadoria da Juventude da Prefeitura de São Paulo promoverá o IX Encontro do Fórum Hip Hop e o Poder Público Municipal , que tem como objetivo aproximar os grupos juvenis de hip hop da cidade e o poder público em um diálogo aberto e democrático
SUA PRESENÇA É FUNDAMENTAL!
AJUDE A DIVULGAR!
ONDE:
RUA LIBERO BADARÓ, 119/ AUDITÓRIO
QUANDO:
SEXTA-FEIRA, 20 DE JANEIRO DE 2006
19:00 hrs
Por: Kelly - Equipe Mulheres Guerreiras do Hip Hop Nacional
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Hamlet Sincrético está no "Porto Verão Alegre" e tem seis indicações para o Prêmio Açoriano
Destaque da temporada teatral gaúcha de 2005, o trabalho do grupo Caixa-Preta - integrado por 12 atores negros - está na programação do "Porto Verão Alegre". A peça Hamlet Sincrético, com seis indicações ao Prêmio Açorianos, será apresentada nesta quarta-feira, 18, às 21 horas, no espaço alternativo do Hospital Psiquiátrico São Pedro. Ingressos: R$ 12,00 (antecipado) e no local: R$ 15,00. Vale conferir!
Inspirado no clássico de William Shakespeare, Hamlet Sincrético é o segundo espetáculo do Caixa-Preta, grupo porto-alegrense integrado por atores negros. A direção é de Jessé Oliveira que reelabora, a partir de uma estética negra, este texto clássico da dramaturgia. O diretor mescla o drama de Shakespeare com elementos da cultura e religião afro-brasileira, valores que servem de metáfora para dar ritmo a história.
A montagem transita pelos sincretismos cultural e religioso, principalmente dos cultos afro-brasileiros, catolicismo popular e igreja quadrangular, com elementos de negação da identidade.
O palco explorado para a encenação é o espaço artístico do Hospital Psiquiátrico São Pedro. O local quebra a rotina do ciclo dos roteiros das casas de espetáculos de Porto Alegre. De acordo com Jessé, "a utilização espacial em nada convencional - um hospital para doentes mentais - atende a diversos aspectos da encenação, como a busca de uma linguagem que não seja o palco italiano e frontal, a simultaneidade de planos diversos, onde possa ser trabalhado tanto a horizontalidade quanto a verticalidade da cena, ou seja rompe com aquele espaço usual ao qual o público está acostumado a freqüentar".
A temporada de 2005 foi boa para o grupo Caixa Preta que registra em seu portfólio a seleção para a última edição do Porto Alegre em Cena. As seis indicações de Hamlet Sincrético para o Prêmio Açoriano são:
Melhor Direção
Melhor Espetáculo
Melhor Atriz Coadjuvante: concorre Glau Barros
Melhor Ator Coadjuvante : concorre Sílvio Ramão
Trilha Sonora: concorre Luís André
Melhor Figurino: concorrem Adriana Rodrigues e Gil Collares
Por: Kelly - Equipe Mulheres Guerreiras do Hip Hop Nacional
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HIP-HOP CHAMA PARA O DEBATE
EM FOCO: RELAÇÕES DE GÊNERO, SEXUALIDADE E REDUÇÃO DE DANOS
Desde o ano 2000, alguns jovens ativistas do movimento Hip-Hop da Grande Belo Horizonte têm promovido encontros com o objetivo de discutir e levantar propostas relacionadas à organização do movimento Hip-Hop local. Estes encontros deram origem ao Coletivo Hip-Hop Chama, um núcleo político e cultural que busca se consolidar como espaço permanente de formação, reflexão e trocas entre ativistas do movimento Hip-Hop da Grande BH.
Para organizarmos nossas estratégias de intervenção social e comunitária, realizamos nos últimos meses três encontros de planejamento a partir dos quais elegemos como prioridade imediata a realização de atividades de formação política junto a jovens ligados ao movimento Hip-Hop da Grande BH. Parimos da constatação e da preocupação de que muitas violências sociais têm sido gravemente reproduzidas dentro do movimento. O machismo, a homofobia e abuso de drogas.
Assim, definimos em nossos planos de ação que deveríamos trabalhar conceitos, debater o senso comum e problematizar os valores difundidos pela grande mídia, de modo a alcançar um público interessado em promover a multiplicação destas formações.
É neste caminho que surge o projeto Hip-Hop Chama para o Debate. Esperamos criar condições para que os jovens ligados ao movimento Hip Hop da Grande BH discutam e reflitam sobre relações raciais e de gênero, saúde. sexual e reprodutiva, redução de danos uso e abuso de drogas, entre outras temáticas correlatas.
O projeto, assim, vem possibilitar que o Coletivo Hip-Hop Chama coloque em prática as propostas que formulou, oferecendo estrutura para o desenvolvimento de circuito de atividades formativas capazes de sensibilizar os jovens para o debate de temáticas que já são de seu interes.
OBJETIVO GERAL
Desenvolver um circuito de atividades formativas e uma campanha e educativa nos áreas de relações de gênero, sexualidade e redução de danos, de maneira a produzir conhecimento, difundir informações e incentivar o debate sobre tais temáticas entre os jovens ligados ao movimento Hip-Hop de BH e região.
OBJETIVOS ESPECIFICOS
Circuito de atividades formativas
. Promover debates temático;
. Desenvolver um ciclo de oficinas temáticas;
. Favorecer um processo de construção coletiva de conhecimento a partir das trocas de experiências, percepções e informações entre os jovens;
. Estimular vivência comunitárias para trocas, debates e formação coletiva, como desdobramento das oficinas.
CAMPANHA EDUCATIVAAs propostas e os conteúdos elaborados nas oficinas servirão de base para uma campanha educativa em relações de gênero, sexualidade e redução de danos, direcionadas especialmente ao público do movimento Hip-Hop da Grande BH.
Esta campanha será difundida através de vinhetas radiofônicas, camisas, adesivos e jornal. A campanha será lançada em um workshop para gestores de ONGs, educadores e lideranças juvenis e do movimento Hip-Hop local. O workshop será um momento de discussão de estratégias de utilização dos materiais educativos em salas de aula, oficinas e cursos diversos. Pretendemos, com isso, oferecer subsídios para que os recursos comunicativos sejam acionados para mobilização social.
Por: Lauana- Equipe Mulheres Guerreiras do Hip Hop Nacional_______________________________________
Caminhamos ou continuamos no limbo?
A maioria têm trabalhado a auto estima da mulher negra .
Umas já começaram há muito tempo, outras continuam e algumas
dedicaram sua vida ao resgate da nossa auto estima .
Para os poderosos donos da imagem global, roteiristas,cinegrafistas,
não passamos de NEGRAS que tomam no ...
A linguagem que nos é imposta na mini série JK, interpreto como
escárnio, desprezo e desrespeito contra as mulheres negras .Os
meios de comunicação fazem questão de ultrajar nossa memória,
visualizando um passado de estupro ,submissão para sobrevivência,
com cenas de violência doméstica Reavivam em nossas cabeças que
nada mudou, desmerecendo nosso trabalho de reconstrução da
identidade negra.
O que diremos as meninas negras de hoje , dessas cenas e fatos?
Trabalhamos com as mulheres negras a auto estimas, no entanto, a
história brasileira faz questão de relembrar todos os dias a nossa
posição enquanto mulheres negras com cenas e fato.
Como remontar para as trabalhadoras domésticas ,(as escravas de
ontem) como reverter o dano psíquico, repaginando nossa história de
ontem?
Se mulheres brancas , que se dizem feministas , e possuem um papel
na formação de opinião,como a escritora Maria Adelaide Amaral e
assistentes, se prestam a roteirizar a história do ex -presidente
do Brasil inserindo a participação das mulheres negras, dessa
forma .
Considero desnecessária , uma agressão explícita, a colocação do
estupro com as mulheres negras sempre tomando no ....
O que me causa irritação é concluir que pessoas que fingem
desconhecer nossa trajetória de luta concordam com esse fato,
reafirmando que a história deve ser contada.
Os (as) redatores em seus devaneios e turbilhões de idéias
racistas ,revelam sua natureza interior.
Ninguém passa a imagem das mulheres não negras no seriado dessa
forma.Isso é o que pensam de nós e fazem questão de visualizar!
Nos dias atuais, me aflige imaginar que meninos negros ou não,
absorvam essas imagens em seu inconsciente.Que os orixás, não
permitam a reprodução da lição de casa explícita no seriado ,com as
as trabalhadoras negras.
Após 20 anos de lutas, por políticas de ações afirmativas e
valorização da mulher negra , ainda somos obrigadas a engolir goela
abaixo dentro de nossos lares , essa falta de escrúpulos e respeito
da Sra. Adelaide Amaral e Cia., que insistem em decorar seus
capítulos com imagens que nos agridem enquanto mulheres negras. A
imagem do estupro se perpetua em nossas mentes ,com a mulher
negra sempre tomando no ...
Pergunto:
Faremos o quê?
Continuaremos em silêncio, ou faremos uma posição conjunta ?
Aguardando uma posição da Secretaria de Políticas Públicas das
Mulheres, Seppir, Conselhos da Condição Feminina, Articulação de
Ongs de Mulheres Negras, Fóruns, Direitos Humanos,Associações de
Mulheres em geral ,enfim de todos os que lutam e desejam trabalhar
pela descontrução do racismo .
A omissão e o silêncio reforçam a violência em todos os níveis.
Com indignação ,
Alzira Rufino
Por: Kelly - Equipe Mulheres Guerreiras do Hip Hop Nacional
NOSSA EQUIPE RECEBEU ESTE AVISO É IMPOTANTE AS INTERESSADAS :
Coletivo Ativismo ABC, um coletivo apartidário e libertário que com maioria das pessoas residentes na região do ABC-SP.
Estamos organizando um evento para Março na Casa Largatixa Preta Malageña Salerosa ("sede" do Coletivo), sobre o Dia Internacional da Mulher e Feminismo.
Se você tem uma banda de meninas (ou com maioria de meninas, ou que fale ou defenda a questão da Mulher) e queira tocar, por favor entre em contato!
Vale lembrar que, se confirmado o local do show como sendo a Casa, não poderemos fazer um show que tenha um som muito alto, e então faremos um esquema de shows semi-acústicos. Bandas como Cólera, DZK, Os Baboom, já tocaram em shows na casa, nesse esquema semi-acústico.
O convite também vale para meninas que tenham fanzines, ou queiram fazer alguma exposição artística, apresentar um peça teatral, um espetáculo de dança. Estamos abertas/os para toda e qualquer manifestação artística para nosso evento, desde que tenha alguma ligação com a causa da Mulher.
Palestras, debates, oficinas e workshops também são super vindos!
contato: ellen_vicious@yahoo.com.br ( Ellen )
Por: Lauana ( MG ) - Equipe Mulheres Guerreiras do Hip Hop Nacional
MULHERES GUERREIRAS DO HIP HOP Em Breve Traz Entrevista Mas Mp3 da MC Taty Do Grupo Evolução Ideal.
Conhecida Como Taty ( Tatiana)
Membra do grupo Evolução Ideal vem se destacando e Representando o Rap Nacional .
Muulher Guerreira com apenas 21 anos de idade corre com o grupo da Zona Sul de SP ah 6 anos. No cenário do Rap realiza um trabalho sério , consciente e com amor , tendo a função de MC membro importante do grupo de Rap . Unica mulher do grupo manda uma rima nas batidas pesadas e forte , gosta muito do que faz. Nascida na Perifeira da Zona sul JD: Varginha vem representando a sua quebrada percorreu muitos lugares inclusive interior. Guerreira vindo de uma família pobre , teve uma infância normal , mas o movimento corre nas veias desde muito pequena. Sempre ouviu Rap Nacional com sua família que é de onde vem a influência e o dom de cantar.
Subiu ao palco pela primeira vez exatamente dia 20 de novembro de 2000 , dia da Consciência Negra dia do evento na República , e desde então não parou mais na correria.
Gravou seu primeiro álbum com o grupo Evolução Ideal em 2004 um trabalho realizado pela gravadora 100 Treta e Soul Rap produções o disco contém 13 faixas sendo 2 músicas solo dela chamada´´ Eu Acredito que Sim ``, é uma letra que passa positividade para os manos e minas perdidas no mundão , fala das mina guerreira , batalhadora e que corre pelo Rap é uma letra pra ouvir , refletir acreditar , outro som é `` Vivendo Como um Pássaro`` fala como é bom ser livre conquistar sua liberdade de viver bem , fala muito de valores!...que as minas se valorizem e adquiram respeito além de tudo! Jamais abaixar a cabeça e parar na caminhada!
Mas sua voz está em quase todas as faixas do álbum e foi mixado e masterizado no estúdio Reviravolta com o produtor Erick 12 que produziu quase todas as faixas.
Podemos acessar o site do Grupo Evolução Ideal no portal www.evolucaoideal.com
Confiram a Letra : Do Album " Palavras De Um Anjo "
Vivendo como um Pássaro
Quantas almas seres humanos vem ao mundo a cada momento.
Crianças nascem a cada minuto pra lutar e correr junto ao tempo
Inocentes não fazem noção de como é que é viver aos poucos descobre o som da vida começa a perceber e ver q á vida nada é mais é do que uma simples passagem,
Uma viagem pela selva onde é mínima as sua vantagens
E logo vê que seu esforço é somente pela sobrevivência
Encara a vida conforme o que aprende o que vem pela frente é tudo conseqüência.
De um presente onde tudo não foi planejado hoje é lamentável inevitável tudo o que acontece não foi planejado.
É tipo um livro histórias páginas que a gente lê
Onde a vitória e o objetivo a meta parceiro aqui é sobreviver.
(Refrão )
Nem tudo na vida é do jeito que a gente pensa
Você nasce , cresce sente na pele o que a vida apresenta
Assim como um pássaro aprendendo a voar
Viemos ao mundo tão inocentes pra viver temos que conquistar.
Ta certo que pra sobreviver temos que trabalhar conquistar a vida
Com esforço e suor é difícil temos que batalhar
Mas somos seres humanos e por ser um ser produzimos família
Muitos confundem só pensam em dinheiro e esquece
O carinho que em casa a família precisa
Um exemplo seus filhos você faz de tudo do bom e melhor
Pois veja o que pode acontecer com ele ei irmão veja só
Aquela mansão com piscina o vídeo game a mesada o dinheiro
Fez do seu filho um grande assassino pois nunca teve atenção e amor verdadeiro
Deixou de ser guerreiro e agora o que será
Você criou um mau elemento capaz de te matar
Por tudo q você tem, por tudo que você conquistou ele cresceu bem diferente
Do favelado que mesmo sem nada lutou e conquistou o pouco que tem
De uma forma tão justa , um exemplo de quem sobrevive um exemplo de quem foi criado nas ruas , Evolução futuro, presente, passado, Evolução vivendo assim como um pássaro.
(Refrão )
Nem tudo na vida é do jeito que a gente pensa
Você nasce , cresce sente na pele o que a vida apresenta
Assim como um pássaro aprendendo a voar
Viemos ao mundo tão inocentes pra viver temos que conquistar.
É de uma forma tão justa seja lá como for para mais tarde você mesmo poder dar valor
Aquilo que consegui em tudo que você conquistou , mostrar para os seus filhos que você se
esforçou, é mano é mina então tem coisa melhor,ter uma vida digna sem viver na pior
Tipo de consciência limpa vou dizer vou falar , bem diferente dos que estão lá senado só pra roubar não , não , não , não quero esse final eu quero ver você vivendo a vida na moral
Tipo assim sossegado bem livre como um pássaro , bem distante da vida errada,treta errada,com os mano errado.
Valorize sua mina,sua família o seu filho esteja sempre do lado certo é isso que eu desejo amigo ,quando criança você veio ao mundo inocente aprendeu o que ávida ensinou e assim sobrevive felizmente.
(Refrão)
Nem tudo na vida é do jeito que a gente pensa
Você nasce , cresce sente na pele o que a vida apresenta
Assim como um pássaro aprendendo a voar
Viemos ao mundo tão inocentes pra viver temos que conquistar.
Por: Kelly - Equipe Mulheres Guerreiras do Hip Hop Nacional
A Coordenadoria da Juventude da Prefeitura de São Paulo promoverá o VIII Encontro do Fórum Hip Hop e Poder Público Municipal, que tem como objetivo aproximar os grupos juvenis de hip hop da cidade e o poder público em um diálogo aberto e democrático, e construir coletivamente uma agenda para ações estabelecidas nesta relação.
A SUA PRESENÇA É FUNDAMENTAL!
AJUDE A DIVULGAR!
ONDE:
RUA LIBERO BADARÓ, 119/ AUDITÓRIO
QUANDO:
SEGUNDA-FEIRA, 09 DE JANEIRO DE 2006
19:00 hrs
Por: Kelly - Equipe Mulheres Guerreiras do Hip Hop Nacional
'Netinho in Concert' sai em janeiro com a voz de Mano Brown e a inédita 'Parabéns'
Gravados na periferia paulista, em show em Carapicuíba que reuniu público estimado em 70 mil pessoas, o DVD e o CD ao vivo Netinho de Paula in Concert chegam às lojas em janeiro, puxados pela inédita Parabéns. O show contou com a participação do arisco vocalista do grupo de rap Racionais MC's, Mano Brown (com Netinho na foto), na regravação de Gente da Gente, um dos sucessos do Negritude Jr. - o grupo de pagode que projetou Netinho como cantor no mercado fonográfico, nos anos 90.
fonte: www.odia.com.br
Por: Kelly
Filho de Bob Marley grava single com o rapper NAS
fonte: Folha Online
O cantor Damian Marley, filho do ícone do reggae Bob Marley, teve colaboração da estrela de hip-hop Nas em seu novo single, "Road To Zion", previsto para chegar ao mercado mundial no início deste ano.
Além da canção, o rapper americano filmou com Marley um vídeo em Nova York. Segundo os produtores, as filmagens ocorreram em uma prisão de Queens, o que deu um ar sombrio às cenas.
"Road To Zion" fala sobre uma estrada que tem muitos obstáculos e lutas, em que é preciso manter a cabeça erguida.
Com seu trabalho anterior, o CD "Welcome to Jamrock", Damian Marley conheceu o sucesso nos Estados Unidos.
Por: Kelly
PELA PRIMEIRA VEZ NO BRASIL - AND1 MIXTAPE TOUR BRASIL 2006
Você não pode perder os maiores do streetball mundial em SP.
Data: 21 DE JANEIRO - Sábado às 18:00hs - Local: GINÁSIO DO IBIRAPUERA.
TIME AND1 X AND1 - ATRAÇÃO INTERNACIONAL:
Os Maiores Jogadores de STREETBALL do MUNDO
PLAYERS
Aaron Owens ("AO") - Philadelphia
Anthony Heyward ("1/2 Man ½ Amazing") - New York
Anthony Jones ("Go Get It") - Pheonix, AZ
Lonny Harrell ("Prime Objective") - Washington, DC
Grayson Boucher ("Professor") - Portland, OR
Shane Woney ("Shane the Dribbling Machine") - New York
Taurian Fontenette ("The Air Up There") - Houston, TX
Waliyy Dixon ("Main Event") - New York
Dennis Chism ("Spyda") - Atlanta, GA
Hugh Jones ("Baby Shack") - Washington, DC
APRESENTAÇAO
Mc Duke Tango - New York
Deng Style ¿ São Paulo
STAFF
Mark Whitelaw - Kansas City, MO
Nate Jaffee - Philadelphia, PA
INGRESSOS A VENDA - 05/01/2006
Arquibancada: Até 15/01: R$ 25,00 Após 15/01: 35,00
Cadeiras Inferiores: Até 15/01: R$ 50,00 Após 15/01: 65,00
Cadeiras Inferiores Especial: Até 15/01: R$ 70,00 Após 15/01: 85,00
Cadeiras Superiores: Até 15/01: R$ 25,00 Após 15/01: 35,00
INFORMAÇOES E VENDAS
www.ingressofacil.com.br - Tel (11) 2162 7250
Por: Kelly
Filme ' Antônia' vira seriado e substitui 'Cidade dos Homens' na tv Globo.
A série que substituirá 'Cidade dos Homens' na Globo em 2006 se chamará ' Brasilândia' e tratará da vida de quatro mulheres da periferia paulistana que formam um grupo de rap, enfrentando o machismo e o preconceito racial.
Assim como 'Cidade dos Homens', 'Brasilândia' é derivado de um filme, o inédito 'Antonia', de Tata Amaral ('Um Céu de Estrelas' e 'Através da Janela').
'Antonia' foi filmado em fevereiro pela produtora de Tata Amaral, que depois se associou à O2, de Fernando Meirelles, para finalizá-lo.
' Vimos o filme e adoramos. Achamos que renderia uma série e apresentamos um projeto para a Globo, que aprovou', diz Andrea Barata Ribeiro, diretora e sócia da O2.
Um grupo que inclui os cineastas Fernando Meirelles, Jorge Furtado e Guel Arraes (diretor da Globo) desenvolve a trama. Meirelles deve dirigir um dos seis ou oito episódios.
'Antônia' vai contar a história de um grupo de quatro garotas da periferia de São Paulo que tentam sobreviver cantando rap. Para fazerem isso, elas lutam contra o preconceito e o machismo que existem dentro da cultura hip hop.
No filme, Preta rompe com o namorado e forma o grupo Antonia com mais três amigas. Para sobreviver, elas se apresentam em 'festas burguesas da cidade'.
Por: Kelly
Brasil ganha seu 1º quilombo urbano
Agência Estado
Encravado em uma das áreas mais nobres de Porto Alegre, no bairro Três Figueiras, e cercado por modernos prédios e luxuosas mansões, o primeiro quilombo urbano do Brasil, o Quilombo dos Silva, foi reconhecido oficialmente ontem.
O reconhecimento da área de 5,5 mil metros quadrados, assinado pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, e pelo presidente substituto do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Roberto Kiel, foi muito comemorado pelos 60 descendentes - sendo 20 crianças - de Euclides Silva, que há muito tempo lutam pela legalização da área, também reivindicada por um condomínio e três construtoras. O terreno é objeto de disputas judiciais há mais de 20 anos. A condição de quilombo impedirá negociação posterior da terra.
A vice-presidente da Associação Comunitária Remanescente do Quilombo Família Silva, Rita da Silva, disse que o momento representou a concretização de um sonho e a esperança para outras comunidades que reivindicam o mesmo direito no País. ¿Para nós, é um orgulho sermos pioneiros. Só queremos um lugar melhor para viver e para deixar para os nossos filhos¿, diz ela, que creditou a conquista ao apoio do Movimento Negro Unificado (MNU).
O reconhecimento oficial por parte do governo federal é, para os integrantes do Quilombo dos Silva, esperança de dias melhores. Morando em casas precárias, com esgoto a céu aberto e sem qualquer benfeitoria básica, como água encanada e luz elétrica, a situação da maioria dos Silva é de muita dificuldade. Lá só existe um banheiro coletivo e os chuveiros só têm água fria. ¿No inverno, para tomar banho, temos de esquentar a água no fogão¿, afirmou a empregada doméstica Lígia Maria da Silva, de 49 anos, a mais velha integrante do quilombo, que tem dois filhos e três netos. ¿Espero que esta atitude do governo federal venha a nos dar melhores condições de vida, além de iniciar oficinas de geração de renda para a comunidade¿, acrescentou Lígia.
Mesmo com todas as dificuldades, a família Silva comemorou muito o ato com um almoço festivo, que coincidiu com a data de 40 anos de uma das líderes dos Silvas, a doméstica Zuleica da Silva. ¿Não temos quase nada. Por isso aproveitamos a data, com a presença do ministro Rossetto e do presidente do Incra, para fazer uma festa só.¿
A área do quilombo fica a um passo da titulação. Agora o local deverá passar por processo de desapropriação em favor da família Silva. ¿Espero que isso não demore tanto quanto durou essa pendenga, que foi muito dolorida para todo mundo¿, disse o advogado do MNU, Onir de Araújo.
Um dos maiores batalhadores pelo reconhecimento da área dos quilombolas, o deputado estadual gaúcho Édson Portilho (PT) comemorou a decisão do governo. ¿Estamos vivendo um momento histórico, ao devolver aos negros descendentes de escravos as áreas que foram legitimamente de seus antepassados. Este momento significa a vitória de uma luta que durou muito tempo e que construiu uma mobilização nacional em defesa dos quilombolas e contra o preconceito e a discriminação.¿
Ocupação - As referências orais da família Silva remontam à década de 40. O casamento dos pais de Lígia teriam ocorrido ali. Há dois anos, foi feito um estudo para tentar indicar há quanto tempo os negros moram no local por meio de documentos, depoimentos e análise arqueológica do poço que abastece as famílias. Além disso, os adultos apresentam boletins e listas de chamada do Colégio Anchieta nos anos 60, quando a escola, uma das mais caras da cidade, oferecia ensino gratuito aos pobres que viviam no seu entorno.
Por: Kelly
A CARA DO BRASIL!!!
Estudantes alemães filmam no Brasil
THIAGO STIVALETTI
Colaboração para a Folha de S.Paulo
Estudante da Escola de Cinema e TV de Munique, o suíço David Vogel, 27, visitou na semana passada um dos condomínios de Alphaville, perto de São Paulo. Foi entrevistar dois moradores para um documentário de dez minutos sobre o isolamento dos ricos na maior cidade do país. Esperava achar só uma área residencial protegida com aparatos de segurança, mas se surpreendeu com a infra-estrutura que faz desses locais verdadeiras cidades paralelas.
"É como se os ricos tivessem o sonho de ir morar na Lua e nunca mais voltar", observa. Alphaville lhe lembrou os assentamentos de judeus em território palestino, que conheceu tempos atrás. Uma das cenas que o impressionou foi a chegada de inúmeros ônibus de onde descem de manhã os empregados que trabalham nessas casas luxuosas, vindos de bairros distantes. "Nos assentamentos judeus também é assim: os ricos querem se isolar, mas dependem da gente simples que trabalha em suas casas", diz. "A diferença é que os judeus se recusam a contratar palestinos e passam a empregar filipinos e outros imigrantes asiáticos pobres nos assentamentos", conta.
Vogel veio ao Brasil como parte do projeto "Close Up", desenvolvido pela Escola de Munique --responsável pelo longa "Camelos Também Choram", indicado ao Oscar de melhor documentário. A cada ano, os estudantes são enviados a um país para desenvolver documentários de curta-metragem. Nos anos anteriores, eles foram ao leste europeu, México e Israel. Para isso, trabalham em parceria com os estudantes de alguma universidade local. Aqui, a escolhida foi a Unisul, em Florianópolis (SC).
Foram desenvolvidos seis projetos com temas brasileiros, filmados entre São Paulo, Rio e Santa Catarina. Para acompanhar os seis alunos vieram dois professores. Entre eles, Dieter Kronzucker, jornalista célebre na Alemanha por ter comandado um "talk show" no canal público ARD. "Além de aprendermos sobre outras culturas, produzimos material sobre temas que são negligenciados pela imprensa alemã", afirma.
Kronzucker esteve no Brasil há 35 anos para fazer uma reportagem para a TV alemã sobre a situação dos sem-terra, tema de um dos curtas. Ao voltar agora, ficou feliz em perceber que hoje não são mais desorganizados e que o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) é parte da vida institucional brasileira. Outro projeto investiga a razão da vitória do "não" no referendo do desarmamento.
O suíço Vogel, no terceiro ano do curso de cinema, foi escolhido para falar do isolamento dos ricos em São Paulo em um forte processo de seleção. Primeiro, ele pensou em abordar a importância da telenovela ou os nazistas veteranos que hoje moram no Brasil.
Foi quando, em suas pesquisas, descobriu que São Paulo responde pelo segundo maior tráfego aéreo internacional depois de Nova York. Começou a trocar e-mails com Guilherme Haas, 22, estudante da Unisul. Foi Guilherme quem o ajudou a chegar à versão final do tema, o isolamento espacial dos ricos na cidade, acompanhando-o nas filmagens.
Antes de Alphaville, os estudantes visitaram o clube Pinheiros, no Jardim Europa, tradicional reduto de uma seleta elite paulistana que paga até R$ 11 mil para se tornar sócio. O clube, que tem 175 mil m2 de área verde e 24 quadras de tênis, fica encravado ao lado da avenida Brigadeiro Faria Lima.
Nas suas andanças pelo clube, Vogel fez algumas tomadas que revelam o espanto estrangeiro diante das contradições nacionais. Perto de um dos portões, os sócios passeiam em uma área verde tendo o barulho da Faria Lima ao fundo, mas a distância faz com que não se ouça o barulho infernal do trânsito. É mais um dos "aquários" ao qual os brasileiros já se acostumaram, mas que deve surpreender o público alemão quando o resultado final do projeto, com cerca de uma hora, for exibido na TV no ano que vem.
Por: Kelly
1º PRÊMIO COOPERIFA
O sarau da cooperifa acaba de completar quatro anos de resistência cultural,
e para comemorar vai fazer uma homenagem a todos aqueles que direta ou
indiretamente transformam, com sua atitudes, a periferia num lugar melhor.
Poetas, escritores, teatro, ongs, projetos, música, jornalismo, etc. serão
homenageados com um lindo troféu confeccionado especialmente para o evento.
Dia 21 de dezembro a partir das 20hs
Local: Bar do Zé Batidão
rua bartolomeu dos Santos, 797 Chácara Santana
perto da igreja de piraporinha São Paulo-Zona sul
Entrada franca
SE LIGA NA LISTA:
LITERATURA
MARCO PEZÃO
MÁRCIO BATISTA
ADILSON LOPES
SÉRGIO VAZ ( A POESIA DOS DEUSES INFERIORES)
ALESSANDRO BUZO (SUBURBANO CONVICTO)
ALLAN DA ROSA (VÃO)
AUGUSTO
BIG RICHARDS (HIP HOP CONCIÊNCIA E ATITUDE)
BINHO
DINHO LOVE
HELBER LADISLAU
ERTON DE MORAIS
JOSÉ NETO
KENIA
SANDRA ALVES
PILLAR
SAMANTA PILLAR
ROBERTO FERREIRA
SACOLINHA (LIVRO:GRADUADO EM MARGINALIDADE)
VALMIR VIEIRA
PROFESSORA LU
PROFESSORA LILI
TEREZA
PAULA PRETA
ROSE (ESPÍRITO DE ZUMBI)
MAVORTISIRC
MARCELO BESO
HARUMI
SEU LOURIVAL
NATÁLIA
CAZULO
MARINHO
ELIZANDRA
TONI (HIP HOP A LÁPIS)
EULLER ALVES
MAURICIO MARQUES
SÔNIA PEREIRA
PERSONALIDADES IMPORTANTES:
ASDUBA
MARCELO RIBEIRO
ROSE (MUSA DA COOPERIFA)
FAMÍLIA RETRÃO
DRA. ELIZABETH TAKASE
PACO PRODUÇÕES
PAULO MAGRÃO (CAPÃO REDONDO)
PROJETOS
SAMBA DA HORA
SAMBA DA VELA
RASTILHO DA PÓLVORA (ITAU CULTURAL)
CD DA COOPERIFA ( ITAU CULTURAL)
FERREZ (LITERATURA MARGINAL)
MAGRELA´S BIKE
RAINHA DA PAZ
MONTE AZUL
BLOCO DO BECO
CASA DOS MENINOS
ZÉ BATIDÃO
RICARDO (PERUEIRO)
PROF. CARLOS GIANNAZI (UNIVERSIDADE PÚBLICA)
JEFERSON DE (PRODUTORA BARRACO FORTE)
MARIO BIBIANO (ARTES PLASTICAS)
ALI SATI (EMPRESA AMIGA)
PROF. NILTON FRANCO
ITAPOESIA
AUTOR NA PRAÇA
MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO (MILTON BARBOSA)
BIBLIOTECA ZUMALUMA (FAVELA DO INFERNINHO)
EVENTOS:
PONTE PRETA (FESTA DO DIA DAS CRIANÇAS)
PANELAFRO (CASA DE CULTURA M´BOI MIRIM)
LEIA LIVRO
CASA DAS ROSAS
TEATRO:
GRUPO CAVALO DE PAU
MANICÔMICOS
AÇÃO E ARTE
ZEZÉ MOTA (ATRIZ)
MÚSICA
CARLOS SILVA
VERSÃO POPULAR
ZÁFRICA BRASIL
GRUPO 2HO
PERIAFRICANIA
PH BONE
SABEDORIA DE VIDA
DINEY DO GUETO
BANDA VARAL
FÁBIO
SALES
WESLEY NOOG
THAÍDE
MANO BROW (RACIONAIS MCS)
LEANDRO LEHART (ART POPULAR)
GRUPO PAPO DE FAMÍLIA
GOG
AFRO-X
DEXTER
A FAMÍLIA
JORNALISMO
BECOS E VIELAS
REVISTA CAROS AMIGOS
GAZETA DE TABOÃO
JORNAL HOJE (TABOÃO)
REVISTA RAP BRASIL
PROGRAMA PROVOCAÇÕES
SP COMUNIDADE (SPTV)
ESTAÇÃO HIP HOP
SITE REAL HIP HOP
SITE BOCADA FORTE
FOTOGRAFIA:
EDUARDO TOLEDO
EDUCAÇÃO:
ESCOLA MAURO FACCIO ZACARIA (TEVE A CORAGEM DE LEVAR OS ALUNOS NO SARAU)
COMUNICAÇÃO:
ESPAÇO RAP
MAIS INFORMAÇÕES: WWW.COLECIONADORDEPEDRAS.BLOGSPOT.COM
F.9333.6508
APOIO CULTURAL: EUROTUR CÂMBIO E TURISMO
Por: Kelly
Agora a favela também tem o seu dia!!!!
A CUFA - Central Única das Favelas ¿ é uma organização que tem como objetivo desenvolver nas comunidades projetos das mais variadas vertentes, no intuito de valorizar não só as comunidades, mas cada indivíduo que nela esteja.
Somos sabedores da importância das favelas para a história desse país, porém também somos sabedores das necessidades e dificuldades a que moradores desses locais são submetidos. Por essa e por tantas outras razões a Central Única das Favelas encerra sua campanha para a criação do "Dia da Favela" com mais de 700 mil assinaturas.
É bom lembrar que todas as assinaturas são de moradores dessas áreas. Sendo assim, a Cufa começa hoje a distribuição das assinaturas para todos os municípios do país, a fim de que essa data seja reconhecida pelo estado. Porém é importante deixar claro que se algum estado entender que a data não deve ser instituída será o reflexo de que ele não entende os anseios dessa gente - da nossa gente - e se assim o for, O DIA DA FAVELA será estará instituído do mesmo modo - e pela próprio favela.
A campanha da CUFA teve início no dia 20 de março de 2005 e se encerra hoje, dia 12 de dezembro de 2005.
O objetivo é: através de ações simbólicas reunir forças para resgatar a auto-estima e a cidadania das pessoas que nesses locais residem. Entendemos que uma data de comemoração seria um símbolo de resgate e de celebração de várias culturas que ali se manifestam e que precisam ser reconhecidas. Chegamos a data de 02 de novembro - porque não? - em pesquisa em que concluímos que entre tantas datas significativas, foi em 4 de novembro de 1900 que o estado, na pessoa de um delegado da 10a circunscrição dialogou com chefe da polícia da época ¿ Dr. Enéas Galvão - sobre uma favela, nesse caso o Morro da Providencia, a primeira favela do Brasil. Na carta encaminhada ao prefeito do Rio de Janeiro, tanto a área geográfica quanto a comunidade nela instalada são tratadas como problema social, sanitário, policial, e até mesmo moral. Na linguagem do documento falam de "limpar" aquelas áreas. Ou seja, a primeira favela surge ao mesmo tempo em que é identificada através de estigmas que vão durar muito tempo. Daí a iniciativa de criar o Dia da Favela para promover a transformação do estigma em carisma. Preencher de positividade o significado da palavra irá preencher de possibilidades a auto estima dessa população.
Portanto, o dia 04 de novembro passa a ser um novo dia. O DIA DA FAVELA.
Por: Kelly
Nesta próxima quinta-feira (15/12), será realizado mais um Encontro do Fórum Hip Hop e Poder Público Municipal, que tem como objetivo aproximar os grupos juvenis de hip hop da cidade e o poder público em um diálogo aberto e democrático, e construir coletivamente uma agenda para ações estabelecidas nesta relação.A pauta do encontro será sobre a finalização do projeto de lançamento do fórum previsto para o mês de janeiro.
A SUA PRESENÇA É FUNDAMENTAL!
AJUDE A DIVULGAR!
ONDE:
RUA LIBERO BADARÓ, 119/ SALA DE REUNIÕES 1º ANDAR .
QUANDO:
QUINTA, 15 DE DEZEMBRO DE 2005
19:00
Por: Kelly
NOSSA EQUIPE HOMENAGEIA SEMPRE AS GUERREIRAS. HOJE NOSSA ETERNA RAINHA QUELÉ
A Rainha Ginga. Quelé. Duas maneiras de chamar Clementina de Jesus (1901-1987) , com a imponência do título de realeza e com a corruptela carinhosa de seu nome. Clementina evocava tais sentimentos aparentemente contraditórios. A tenura e o profundo respeito.
A ternura de negra velha sorridente. Todos com quem se envolvia tinham a compulsão de chamar de Mãe, como a chamavam os músicos do musical Rosa de Ouro.Uma pessoa capaz de interromper um depoimento dado à televisão para discutir sobre o café com a moça que o servia. Um brilho especial nos olhos que cativou desde os mais humildes ao imperador Haile Selassié. Talvez por ter trabalhado tantos anos como empregada doméstica e ter começado a carreira artística aos 63 anos, descoberta pelo poeta Hermínio Bello de Carvalho, nunca tratava de forma diferente devido à posição social.
O respeito ao peso ancestral de sua voz. Uma África que estava diluida em nossa cultura é evocada subitamente na voz e nos cânticos que Clementina aprendeu com sua mãe filha de escravos. Clementina surgiu como o elo perdido entre a moderna cultura negra brasileira e a África Mãe.
Clementina foi causou uma fascinação em boa parte da MPB. Artistas tão diferentes como João Bosco, Milton Nascimento e Alceu Valença fiseram questão de registrar sua voz em seus álbuns. Apesar disto Clementina nunca foi um grande sucesso em vendagem de discos. Talvez por ter gravado quase que somente temas folclóricos, ou por sua voz não obedecer aos padrões estéticos tradicionais. O que realmente impressionava eram suas aparições no palco, onde tinha um contato direto com seu público.
Clementina, mesmo tendo iniciado tardiamente sua vida artística e com uma curta carreira, é sem dúvida uma das mais importantes artistas brasileira. Apesar disto hoje em dia não existe um único de seus discos em catálogo.
Por: Kelly
Lauryn Hill ataca Igreja Católica no Vaticano
Surtada ou Engajada?
A cantora americana Lauryn Hill fez duras críticas à Igreja Católica no último sábado (13), em plenoVaticano, durante a gravação de um programa musical televisivo a ser exibido no Natal. Hill cantava na sala utilizada pelo Papa João Paulo II para seus pronunciamentos. Segundo o jornal italiano La Repubblica, a primeira surpresa da noite ocorreu quando a ex-Fugees mudou a música a ser apresentada, escolhendo uma canção com letra sobre injustiças sociais.
Em seguida, ela disparou seus ataques, referentes ao recente escândalo envolvendo sacerdotes católicos e crianças em casos de abuso sexual. ¿Eu não vim aqui para celebrar o nascimento de Cristo com vocês, mas para perguntar por que vocês não estão lamentando a morte que está dentro deste lugar¿, disse a nora de Bob Marley. ¿Deus tem sido testemunha da corrupção de sua liderança, da exploração e dos abusos do clero¿, acrescentou.
A Prime Time Productions, empresa responsável pelo evento, confirmou as declarações da cantora e deu indícios de que o discurso provavelmente será cortado da edição final que vai ao ar no Natal.
Por: Lauana - Equipe Mulheres no Hip Hop.
Novo (e ótimo!) álbum da Rainha do Hip Hop
Irresistível, deliciosa... Para falar da abelha rainha Missy Misdemeanor Elliott, é necessário usar adjetivos como esses, pois tudo o que essa autêntica fábrica de sucessos faz é sempre um banquete de sabores variados e bem combinados. O cardápio de Missy é completíssimo, requintado e adequado aos paladares mais exigentes. Como qualquer chef de nível internacional, Missy utiliza temperos de todas as partes do mundo, combina as técnicas da velha e da nova escola, fazendo dos loops sampleados uma parte importante de seu trabalho musical. Ela cumpre o processo no todo, cantando, levando o rap, escrevendo, compondo e produzindo, para si e para outros, que tem vindo buscar em sua criatividade a chave para o sucesso. É isso. Junta-se tudo e até o gourmet mais refinado acaba satisfeito!
Desde os tempos de aprendiz em Portsmouth, Virginia, lá por volta de 1992 até agora, a renomada cozinha Elliott registrou cinco cardápios premiados além de outros muitos pratos distribuídos por suas várias sucursais, como Janet Jackson, Destiny s Child, Mariah Carey, Whitney Houston, Aguilera, Timberlake, Aaliyah, SWV, Gina Thompson, Beyoncé, Mick Jagger, 50 Cent e Madonna, só para citar alguns. Já está com água na boca? Então, prepare-se para conhecer The Cookbook...
Por: Lauana
Grafite nada mulherzinha
Muro na Lapa ganhou colorido depois de encontro de grafiteiras
Figuras femininas estão despontando nos muros da cidades brasileiras. Estrelas, flores e outros motivos coloridos de mulherzinha destoam dos traços duros típicos do grafite masculino. Elas estão chegando aos poucos, participando de uma oficina aqui e outra ali. E começam a formar grupos, as crews, para planejar suas ações - a grafitagem em locais públicos. O movimento já atinge várias capitais. Está online e, em breve, vai ganhar um cadastro nacional reunindo as moças que gostam de desenhar no muro.
É verdade que a presença da mulher no grafite ainda é tímida. Mas há sinais por toda parte de que isto já começou a mudar. No Rio, um desses indicadores é o aumento de meninas inscritas nas oficinas espalhadas por diversas comunidades da cidade, em bairros como a Penha (Zona Norte), a Cidade de Deus e Bangu (Zona Oeste).
Outro sinal claro foi o sucesso do I Encontro Feminino de Grafite, realizado na Fundição Progresso, no Centro do Rio, em julho. O evento serviu para que as artistas urbanas novatas e veteranas da cidade pudessem se conhecer, trocar experiências e formar uma rede.
"Desvirginamos várias meninas! Uma coisa é fazer no papel, outra é meter a cara no muro com a lata de jet", conta Maíra Botelho, a Ira, 20 anos, moradora de Laranjeiras (Zona Sul) e uma das fundadoras do 'TPM Crew' junto com Marcela Zaroni, 26 anos, a Prima Donna, moradora da Tijuca (Zona Norte).
Prima Donna, fundadora do TPM Crew, e seu desenho
O TPM, cujo significado tanto pode ser 'transgressão pelas mulheres', como 'tinta para mim', conforme o humor das integrantes, é uma espécie de pólo aglutinador de grafiteiras. Suas criadoras fizeram um fotolog (um site com fotos atualizado diariamente), estão organizando uma lista de discussão na Internet e pretendem, em breve, formar um cadastro com grafiteiras de todo o país.
Organizado pela fotógrafa Andrea Cals e pelas meninas do TPM Crew, o evento reuniu cerca de 14 mulheres, número bastante significativo, na avaliação das organizadoras. Para elas, foi um divisor de águas na mobilização da mulherada.
O encontro foi primordial, mudou a vida de todas nós , avalia Vanessa Hanan, a Nêssa, 23 anos, moradora da Tijuca (Zona Norte). Nêssa é namorada do grafiteiro Carlos Esquivel, 26 anos, o Acme, e grafita há três anos. É na oficina ministrada por Acme, todas as quartas-feiras, às 19h , na Fundição, que elas se encontram para treinar os traços e combinar as ações.
Um jeito feminino de grafitar
Bel (D) reconhece empenho das meninas nas aulas
Para quem conhece bem a arte do grafite e o estilo de quem pratica, homens e mulheres se comportam de maneira diferente. Entre as mulheres há mais cooperação. Os homens se juntam mas cada um faz o seu desenho separado , analisa Andrea, que fotografa grafite e acredita que esta atividade seja um dos expoentes da arte contemporânea.
As meninas são mais atentas e aprendem com mais facilidade , opina Elber Oliveira, 23 anos, o Bel. Ele dá aulas para uma turma mista de 25 alunos na oficina Já é, na sede da Revista Enfoco, na Cidade de Deus. Suas oito alunas são mais assíduas que os rapazes e aprendem com mais facilidade por serem menos afoitas. Acme faz coro com Bel. As meninas têm mais jeito com o desenho, são mais delicadas. Mas na hora de sair para a rua e ficar debaixo do sol, elas sofrem um bocado , avalia.
Gabriela Alves Viana, a Beg, 18 anos, moradora de Vila Aliança, em Bangu, fez o seu primeiro desenho no encontro da Fundição. Há um ano e meio grafitava bombers (letras estilizadas) e nunca tinha feito uma figura. No encontro, minha amiga Lisa fez os bombers e eu desenhei uma boneca , conta orgulhosa.
Beg (D) desenhou figura pela primeira vez e Lisa (E) fez os bombers
Sair para a rua para grafitar ainda é um desafio e para evitar sustos elas preferem planejar as ações em conjunto. Beg formou uma crew com outros grafiteiros de seu bairro e está estimulando Gisele Alves Silveira, a Lisa, 21 anos, a ser sua parceira no grupo.
Quando comecei a curtir grafite, minha avó, de 72 anos, com quem eu moro, dizia que era coisa do demônio e implicava comigo, não me deixava sair , conta Beg que teve que mostrar para a avó a história do grafite na Internet e provar que o que fazia não era pichação, mas arte.
Atitude e vergonha
Uma outra característica feminina é que muitas chegam até o grafite a partir de uma identificação com o movimento hip hop. Eles são mais ligados ao grafite em si , distingue a fotógrafa Andrea Cals.
Cheias de atitude, elas enfrentam o preconceito dos garotos. Tem sempre alguém que diz que grafite é coisa de homem, que a gente vai acabar virando sapatão , protesta Lisa. Mas na hora de mostrar o trabalho na parede, é comum bater uma insegurança. É o caso de Bianca Monteiro, a Bia, 18 anos, moradora de Duque de Caxias (Baixada Fluminense). Ela, que começou no grafite depois que conheceu a dança de rua e a cultura hip hop, tem vários desenhos com uma linguagem visual de grafiteira mas nunca teve coragem de levá-los para a parede. Tenho ainda dificuldade de traçar os desenhos com a lata de jet, fico com medo de fazer algo errado , revela.
Desenhos ligados ao feminino são de Maíra
O medo de errar e a vergonha de realizar um desenho que não seja perfeito é comum. Até mesmo a experiente Nêssa, que também compõe letras de rap, só começou a superar suas dificuldades acrescentando mensagens de conscientização aos desenhos do namorado. Não tenho muita prática em desenho, então faço os bombers , diz. Mas nem sempre as meninas são estimuladas pelos colegas de muro, que podem se sentir amedrontados com a concorrência. Eles vêem que não está bom e dizem que está só para não ficar melhor que o deles , afirma Beg.
Cara a cara com a polícia
A clandestinidade das ações é um dos fatores que geram tensão na hora de realizar um grafite. É comum uma ação ser interrompida pela polícia e os planos serem modificados. Depois que mostrei o projeto do desenho, eles me liberaram. Fiquei super nervosa. Depois voltaram para ver o que eu tinha mandado e até elogiaram , conta Beg sobre uma dura que levou na Avenida Brasil.
Grafite e pichação são duas atividades diferentes, mas são confundidas com freqüência. O primeiro embeleza locais públicos deteriorados e está ligado a mensagens positivas dentro da perspectiva da cultura hip hop. O segundo é apenas uma maneira de marcar território em fachadas e muros de propriedades particulares, sem maiores significados e sem qualquer ligação com a arte.
Em minha primeira ação, íamos mandar no muro de uma escola, mas o guarda mandou parar. Ele até entendeu que não era piche, mas a diretora da escola não quis nem saber , lembra Arlete Costa, a Pit, 19 anos, moradora da Rocinha (Zona Sul).
A desinformação e o perigo da exposição na rua criam obstáculos para as mais jovens. Fui convidada para uma ação, mas não pude ir , lamenta Cláudia Gomes Rodrigues, a Claw, 15 anos, também moradora da Rocinha. Ela é a única menina do grupo Rocinha Grafite e sente dificuldade em convencer a mãe em deixá-la participar das ações. Ela me pergunta o que é que eu vou fazer com um bando de garotos na rua, mas como insisto muito, às vezes, acaba deixando , conta Claw.
Dificuldades não faltam na vida de grafiteiro. O preço das tintas e do látex usado para criar fundos nos desenhos é um dos principais problemas. Segundo Bel, são necessárias cerca de 11 latas de tinta em spray e um balde de látex de 3 litros para fazer um desenho simples de 3 metros por 3 metros. Se forem comprados a varejo, cada lata custará cerca de R$ 10 e o látex, R$ 15. Desenhos grandes e multicoloridos demandam uma quantidade ainda maior. Precisamos de diversos tons da mesma cor para dar volume , explica Prima Donna.
Cada uma dá um jeito, descolando latas de presente entre amigos, parentes e outros grafiteiros. Trabalho na associação de moradores de Camará (Senador Camará, na Zona Oeste). Chega no fim do mês, eu estou cheia de planos, mas sempre pinta um imprevisto e acabo não podendo comprar , diz Beg, que ajuda sua avó em casa com as despesas de seus cinco irmãos.
Identidade feminina
A 'gordinha sexy' (E) é uma provocação de Maíra (D)
Cores claras e chamativas são as preferidas das grafiteiras que desenham formas femininas, bonecas e bichinhos. Queremos mostrar que é feito por mulher , revela Claw. Para Prima Donna, os temas escolhidos revelam uma necessidade de identificação. Somos mulheres grafitando e temos algo a dizer , analisa. A preferência também pode ser explicada pela facilidade do desenho. Geralmente tomamos como referência o nosso próprio corpo. Garotos fazem bonecos e garotas, bonecas. Mas não existe uma regra , avalia Maíra, que acredita que ao longo do tempo os temas vão se diversificar. Entre os projetos coletivos do TPM Crew está um painel sobre meio ambiente.
Nem sempre existe uma justificativa feminista para explicar os grafites. Não sei bem por que faço bonecas. Vou desenhando e vejo que as figuras têm traços femininos , confessa Beg. Gosto de desenhar a mulher em posições onde eu possa trabalhar as sombras , afirma Pit, sobre sua predileção por um dos recursos gráficos.
Consciente ou inconsciente, a expressão artística leva para os muros a visão das grafiteiras sobre o universo feminino. Para nós é importante veicular imagens que representem nossas raízes étnicas, procuramos fazer traços negros e cabelos cacheados , opina Prima Donna, sobre os grafites da TPM Crew. Contestar padrões de beleza dominantes também é uma estratégia. Por que a mulher tem sempre que ser representada como a gostosona? , questiona Maíra, justificando a imagem de uma gordinha sexy que ¿mandou¿ nos arredores da Fundição Progresso.
Nina, veterana de São Paulo, esteve na Rocinha em maio passado
Outra veterana, Carina Arsênio, a Nina, de 27 anos, que há dez grafita em São Paulo, acredita que existe um traço comum aos trabalhos realizados por mulheres. A mulher traz uma certa delicadeza e coloca nas paredes aquilo que está em seu dia a dia, não tem como fugir , avalia. Em seu trabalho, o universo feminino está sempre presente. Represento uma temática feminina a partir de um olhar infantil , afirma. Para ela é importante retratar aquilo que quase não vê nas ruas, uma das motivações para fazer uma mãe amamentando em sua última visita ao Rio de Janeiro, na Rocinha.
Arte pela Paz
Transmitir alguma mensagem através de seus desenhos é o objetivo de todas as grafiteiras. Críticas ao governo, mensagens de paz, reivindicação de direitos iguais para homens e mulheres são transpostos para o muro. Faço desenhos infantis para chamar a atenção das crianças para outros caminhos além da bandidagem , explica Beg, que acredita que grafitar pode ser uma maneira positiva de mobilizar as crianças de sua comunidade.
É, ao jeito delas, a maneira encontrada para 'gerar' consciência e modificar o comportamento 'rebelde sem causas' da juventude. Quando estou no muro, encontro uma paz total. Acredito que qualquer forma de arte é válida e chego a escrever essa mensagem junto aos desenhos , revela Lisa.
Para elas, não há planos de tornar a atividade uma opção profissional. Se vai dar futuro ou não, vou ver depois. É meu hobby , avalia Beg, que desde que começou a andar por aí com uma lata de jet está mais atenta às diversas manifestações artísticas. Nas aulas de grafite, elas aprendem noções de desenho, anatomia humana e a criar uma variedade enorme de bombers.
Fonte: Viva Favela (Beleza Pura)
Por :Kelly
A partir do dia 11 de novembro , o projeto Identidade de Rua , promovido
pelo Instituto Trocando Idéia Tecnologia Social , levou colorido ao
metrô da Região Metropolitana de Porto Alegre e a cabines telefônicas da
capital gaúcha .
As ações , se desenrolaram em um período em que a cidade esta em plena ebulição
cultural -- por conta da 51ª Feira do Livro de Porto Alegre (que foi até 15/11) e da
5ª Bienal do Mercosul (até 4/12) -- , tiveram início com a pintura de quatro carros
da linha 1 da Trensurb ( Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre ) , que , além da
capital , atende os municípios de Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul e São Leopoldo .
Os painéis em graffiti foram pintados pelos artistas Os Gêmeos , Nina , Ise , ( de
São Paulo ) e Trampo ( Porto Alegre ) . Os irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo ,
conhecidos como Os Gêmeos , têm murais espalhados por ruas e galerias da Europa ,
Japão e Estados Unidos e já participaram , juntamente com os grafiteiros Ise e Nina
, de uma ação semelhante em São Paulo , no ano passado , quando a CPTM (Companhia
Paulista de Trens Metropolitanos) , convidou-os a pintar vagões e túneis de acesso
em diversas estações .
A entrega do trem grafitado à comunidade , aconteceu no dia 17 de novembro , com uma
festa-show . Subiram ao palco instalado na Estação Mercado Trensurb os paulistas Ana
Paula e a Liga e os gaúchos do "Goelabaixo" .
As ações de pintura-mural prosseguiram , entre os dias 20 e 25 de novembro , com a
grafitagem de cabines telefônicas por participantes do projeto "Trocando Idéia
Brasil" .
Ainda como parte do projeto Identidade de Rua , no dia 8 de dezembro , telas de onze
grafiteiros gaúchos serão leiloadas na sede do Santander Cultural em evento que
contará com a participação da Liga dos MCs , do Rio de Janeiro .
A renda obtida com a venda das telas será destinada à ampliação do acervo da
Biblioteca Popular Preto Ghoez .
Identidade de Rua - Serviço
Leilão de telas grafitadas
Data : 8 de dezembro
Local : Santander Cultural - Àtrio - entrada pela Siqueira Campos
Tel.: 51 3287.5718 .
Grafiteiros : Cirilo , Mateus Grimm , Felipe Pedra , Isaq , Onam Al Kanan , Peixe ,
Borrão , Pane , Plim, Trampo e Debs .
Participação : Liga dos MCs , do Rio de Janeiro e diego Pixote (RS)
Realização : Instituto Trocando Idéia Tecnologia Social ( TRI )
Patrocinio : Sandálias GÓOC
Apoio: Trensurb, Santander Cultural , Ministério da Cultura ( MinC ) , Companhia de
Geração Térmica de Energia Elétrica - CGTEE , Rádio Unisinos, Colorgin , Arte na
Lata , Box 1824 , Ativa , Casa do Desenho, Companhia das Pizzas e Lava Studio .
Fabiana Menini
tel: 51(51)9903 7875
Porto Alegre / RS - Brasil
Por:Kelly
O CD Minas da Rima ¿ As Mulheres do Hip Hop Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres é o primeiro de uma série de atividades que o Núcleo de Juventude do CEMINA realiza para alertar a sociedade, em especial os(as) jovens, sobre este tipo de violência.
Seu objetivo é introduzir no universo da cultura Hip Hop a perspectiva de gênero, a reflexão e a compreensão dos fatores que levam à violência contra as mulheres.
O projeto, que contou com o apoio do UNIFEM ¿ Fundo das Nações Unidas para as Mulheres, busca colaborar para a consolidação e fortalecimento da cultura Hip Hop, trabalhando na capacitação, divulgação e ao mesmo tempo (re) construção dos elementos do Hip Hop a partir das vivências das MC's, Bgirls, DJ's e Grafiteirias envolvidas.
As capacitações reuniram em junho de 2005, quarenta mulheres das cinco regiões brasileiras, para um mergulho de 4 dias em temáticas relacionadas à violência contra as mulheres.
No site você poderá baixar as músicas que vão compor o CD, que me breve será distribuído gratuitamente para rádios, dj's, organizições e profissionais que tratam de questões relacionadas as mulheres e juventudes.
Mais informações: www.hiphopsemviolencia.org.br
Por: Kelly
Folha de S. Paulo, seção Cotidiano, 30 11 05.
CORES DO BRASIL
Dados do programa nacional apontam avanço da doença entre pretos e pardos, contra uma redução entre brancos
Casos de Aids aumentam entre negros
FABIANE LEITEDA REPORTAGEM LOCAL
O tradicional laço rubro, símbolo da luta contra a Aids, é vermelho e negro no selo das comemorações que acontecem amanhã no Brasil no dia mundial de combate à doença. Aids e racismo foi o tema escolhido pelo governo federal em razão da tendência de aumento da epidemia entre a população negra, confirmada também nos dados que serão divulgados hoje em Brasília.
O boletim epidemiológico do ano passado, o primeiro a fazer um recorte racial sobre a doença, apontou, ao avaliar casos de Aids em que a cor foi informada, um avanço da epidemia entre pretos e pardos, contra uma diminuição entre brancos.
Até aquela avaliação, o Brasil registrava um total de 362.364 casos de Aids, computados desde o início da epidemia, em 1980.
Entre 2000 e 2004, caiu de 63,9% para 56,7% o percentual de casos da doença entre mulheres que se disseram brancas. Entre homens, foi de 65,5% para 62%.
Entre mulheres pretas e pardas, o registro da doença aumentou de 35,6% para 42,4%. Entre homens, cresceu de 33,4% para 37,2%. A avaliação foi feita sobre cerca de 30% do total de casos de Aids, aqueles que informaram a cor. Em razão disso, o governo quer uma melhora dos dados e mais tempo de acompanhamento.
Pesquisa do ministério mostrou que o conhecimento sobre a transmissão do HIV é melhor entre brancos do que entre negros.
"As doenças infecciosas acompanham o caminho da desigualdade", avalia Jurema Werneck, coordenadora da ONG Criola, militante do movimento negro.
O Atlas Racial Brasileiro 2004 mostrou que 50% da população negra está abaixo da linha de pobreza, além de ter menor esperança de vida ao nascer, menor escolaridade e menos acesso aos serviços de saúde -1,83 consulta por ano, contra 2,29 dos brancos.
Pesquisa da Fundação Perseu Abramo e do Instituto Rosa Luxemburgo revelaram, em 2003, que 3% da população brasileira já se sentiu discriminada nos serviços de saúde. A maioria dos negros sofreu a discriminação no hospital. "O fato fundamental é o racismo, que traz essa desigualdade imensa", afirmou Werneck.
No Estado de São Paulo, que concentra a maior parte da epidemia (139.331 casos), os esforços serão para diminuir a desigualdade entre mulheres e homens. A doença continua a recuar mais lentamente entre elas, mostram dados divulgados nesta semana.
A taxa de incidência da doença no Estado caiu pelo quinto ano consecutivo. Mas, de meados da década de 90 a 2003, houve redução de 1,7 vez entre homens -foi de 1,5 vez entre mulheres. "Temos que pensar que ainda vivemos em uma sociedade machista, em que a questão do preservativo não está resolvida. Temos que educar nossas filhas", afirmou Maria Clara Gianna, coordenadora do programa estadual de Aids.
VENCEDORES PRÊMIO HUTÚZ 2005
Novamente as Mulheres estiveram presentes no premio Hutuz, parabenizamos todos os ganhadores e em especial as Guerreiras que marcaram presença,
Parabéns a Aninha do grupo Atitude Feminina que também está no corre aqui no site diretamente do D.F.
Confiram abaixo....
Categoria Melhor Videoclipe
Us Guerreiros - Rappin Hood
Categoria Melhor Música
Castelo de Madeira - A Família
Categoria Melhor Demo Masculino
Lazer - O Bando
Categoria Melhor Demo Feminina (EMPATE)
Rosas - Atitude Feminina
Vem com A-Tal - A-TAL
Categoria Melhor Dj de Grupo
Negro Rico - Helião e Negra Li
Categoria Melhor Grupo Norte e Nordeste
Afrogueto - Bahia
Categoria Hip-Hop Ciência e Conhecimento
Manual Prático do Ódio - Ferrez
Categoria Álbum do Ano
Exilado Sim , Preso Não - Dexter
Categoria Revelação do Ano
Parteum
Categoria Melhor Grupo ou Artista Solo
Helião e Negra Li
Categoria Destaque Gospel
Sexto Selo
Categoria Produtor Revelação
Nitro Di
Categoria Destaque do Break
Street Dance Cristo Vive
Categoria Destaque do Graffiti
Derf - São Paulo
Por: Lunna
MINAS DA RIMA NO PROGRAMA MULHERES
DIA 24 DE NOVEMBRO (QUINTA-FEIRA)
TV GAZETA DAS 14 AS 18 HORAS
Mulheres participando de um debate sobre Violencia contra a mulher. Acreditamos ser importante essa discussão acerca do tema por se tratar de um fato presente em nossa realidade e muito pouco questionado. Além delas estarão presentes pessoas como a Dra. Rosemary, fundadora da primeira Delegacia das Mulheres. Esse convite é extenso a mulheres e homens, o interesse é mutuo!
Por: Kelly
A Casa Socialista dedica sua atividade de primeiro aniversário ao mês da Consciência Negra, em referência à organização e resistência do Quilombo dos Palmares. As lutas históricas, o direito à autodeterminação, os desafios para a libertação do povo negro serão parte do debate A Questão Negra e a Revolução. A confraternização terá o canto, o batuque, o hip hop: expressões da cultura negra.
DEBATE:
A QUESTÃO NEGRA E A REVOLUÇÃO
LANÇAMENTO DA CAMPANHA: HIP HOP CONTRA AS TROPAS
COM GRAFITE, MÚSICAS E EXIBIÇÃO DE FOTOS DO HAITI
APRESENTAÇÕES CULTURAIS COM:
HIP HOP: BANDA U-AFRO, AMANDLA, QI ALFORRIA E MANIFESTO ILÍCITO
REGGAE: CONFRONTATION
Rua Piratininga, 118 - Brás - casasocialista@yahoo.com.br
Por: kelly
IV Feira Preta Cultural
Um dos principais eventos voltado à comunidade negra acontece nos dias 26 e 27 de novembro na Academia Brasileira de Circo
Música, Inovação, Moda e Cultura Negra. Isso e um pouco mais é o que se pode esperar da quarta edição da Feira Preta Cultural. Este ano, o evento produzido pela Preta Multimídia, produtora especializada em eventos que valorizam e disseminam a cultura afro-brasileira, acontece nos dias 26 e 27 de novembro das 12h às 22h na Academia Brasileira de Circo. A Feira Preta é um evento que agrega e mistura diversos elementos contemporâneos da cultura negra , acontece anualmente no mês de novembro, em São Paulo, e encerra as atividades do mês da consciência negra na cidade.
Em suas 3 edições anteriores a Feira Preta Cultural reuniu cerca 30 mil pessoas contou com participação de mais de 150 artistas entre cantores, bandas ,djs, artistas plásticos, escritores e cineastas.
A Feira Preta conta com já conhecido ¿Mercado da Preta¿ composto por expositores, que em sua maioria, comercializam produtos segmentados que visam divulgar a cultura afro-brasileira. Há de tudo um pouco moda, cabeleireiros, decoração, brinquedos, comidas típicas, entre outras coisas.Nos espaços culturais a temática negra se apresenta em obras literárias, filmes, quadros, esculturas, fotos, instrumentos musicais e etc.
A Feira Preta ,este ano, fará homenagem ao samba, enquanto legitimo ritmo afro-brasileiro , este tema estará espalhado por toda estrutura do evento. Sambistas, bandas e djs vão apresentar o melhor do samba e suas vertentes, mas também haverá espaço para o hip hop. No dia 26, sábado , o público vai conferir as apresentações de: Samba de Rainha, Sandália de Prata ,Letícia e do Clube do Balanço com participação do Nereu ¿do Trio Mocotó¿. No dia 27, domingo, se apresentam o grupo de percussão feminina Ilu Oba, Mé Maior e Reginah com ¿Tributo a Clara Nunes¿, Os Opalas convida Tereza Gama e Oswaldinho da Cuíca. O rap fica por conta do grupo DMN e a discotecagem com o DJ King.
Este evento é uma realização da Preta Multimídia Produções, conta com a parceria da Secretaria do Estado da Cultura , tem co-patrocínio da Pretosoulsim e tem apoio do Deputado Turco Loco, Academia Brasileira de Circo, Afubesp e Ação Educativa.
Nesta edição da IV Feira Preta Cultural a organização do evento vai recolher brinquedos para doações.
Serviço
IV Feira Preta Cultural
26 e 27 de novembro de 2005 das 12h às 22h
Ingr.: R$5,00
Academia Brasileira de Circo
Av. Francisco Matarazzo, 2030 ¿ Barra Funda
Capacidade de lotação 5 mil pessoas
Informações adicionais: Adriana Barbosa 11 8415-0854 / Bárbara de Paula 8464-8765 ¿ feirapreta@uol.com.br
Por: Kelly
25 DE NOVEMBRO-DIA DO HIP HOP EM RIBEIRÃO PIRES
A CIDADE DE RIBEIRÃO PIRES TERÁ O SEU PRIMEIRO DIA DO
HIP HOP.UM PROJETO DE LEI DE AUTORIA DA VEREDORA
ELZINHA.
É UM PASSO IMPORTANTE PARA O HIP HOP NA LUTA PELO
RECONHECIMENTO DE SUA IMPORTANCIA PARA A EDUCAÇÃO E
AUTO-ESTIMA DE MILHARES DE JOVENS.
O PRIMEIRO DIA DO HIP HOP SERÁ MARCADO POR HOMENAGENS
A GRUPOS DE RAP, POSSES, E DIVERSOS AGENTES DA CULTURA
HIP HOP QUE TEM COMO PREOCUAPÇÃO A CONSCIENTIZAÇÃO
ATRAVÉS DA CULTURA DAS RUAS.DENTRE OS GRUPOS QUE RECEBERÃO HOMENAGENS, ESTÃO:
FACÇÃO X & BRAINIE X
DMN
SNJ E OUTROS
SERÁ NO DIA 25 DE NOVEMBRO DE 2006 ÁS 19:00 NA CâMARA
MUNICIPAL E INSTâNCIA TURÍSTICA DE RIBEIRÃO PIRES.(Á 3
MINUTOS DA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE RIBEIRÃO PIRES)
Por: Kelly
SEMINÁRIO HUTÚZ 2005 - PARTE II
Mulheres na luta por um mundo possível
Thais Zimbwe
Seja na política, nas artes ou na cultura, as mulheres estão a cada dia se fazendo mais presentes na sociedade. Em pleno século XXI, são inúmeras as conquistas do movimento feminista. O seminário Hutúz 2005 trouxe para a discussão mulheres importantes na construção desta sociedade, que em suas áreas de atuação lutam por espaço, respeito e igualdade de direitos. A mesa Mulher em Movimento, tema do segundo dia de debate contou com as presenças da atriz Mary Sheila, da deputada federal Jurema Batista e da B.Girl norte-americana Honey Rockwell. A mediação do seminário foi da feminista e coordenadora executiva da ONG REDEH ¿ Rede de Desenvolvimento Humano, Shuma Shumaher.
Jurema Batista, primeira deputada estadual negra do estado do Rio de Janeiro e militante do movimento de mulheres negras, tem uma atuação de destaque na política nacional. Ela foi a segunda vereadora negra do Rio de Janeiro, dez anos depois do mandato de Benedita da Silva.
Em sua apresentação no seminário Hutúz, a deputada enfatizou a questão da invisibilidade da mulher na sociedade, sobretudo da mulher negra e a neutralidade com que o assunto é discutido. ¿A criação de espaços de discussão são importantes para fortalecer a luta do movimento negro, em principal a conscientização da juventude sobre a realidade de discriminação racial em que vive a sociedade brasileira¿, explicou. A deputada também discutiu temas como as relações inter-racias, mercado de trabalho e a tramitação do estatuto da igualdade racial.
Do ponto de vista das artes cênicas, a atriz Mary Sheila, que esteve recentemente interpretando a personagem Whitney - na novela A Lua me Disse da Rede Globo - uma copeira que almejava o lugar de patroa, conquistado após o recebimento de uma herança. Na trama, a personagem reforça o estereótipo do ¿embranquecimento¿ através do clareamento da pele, o alisamento dos cabelos e a negação da raça negra.
¿É o meu primeiro debate após a novela, foi importante pois pude esclarecer muitas dúvidas das pessoas em relação ao personagem e explicar minha visão sobre a questão. Não concordo com a atuação da personagem, não condiz com meus conceitos¿, explica a atriz.
Mary foi questionada pelos participantes do seminário sobre o papel do ator de televisão, sobre a conduta do artista negro em aceitar papéis que ridicularizam a imagem do negro brasileiro e vão de encontro com os estereótipo que o movimento negro brasileiro luta para desconstruir. A atriz explicou que este tipo de discussão avançou dentro da TV Globo, que hoje eles se preocupam um pouco mais na hora de retratar o negro: ¿Não podemos ser demagogos e afirmar que não aceitaremos um papel devido ao cunho social que ele exerce. O mercado de trabalho para os atores negros está difícil. A contrapartida para esse comportamento, são oportunidades como esta, onde explicamos e damos a devida satisfação ao público¿, explica.
A atriz é integrante da companhia teatral Nós do Morro, localizada no morro do Vidigal, no Rio de Janeiro. Hoje, após a novela, Mary ministra oficinas de interpretação para jovens e crianças da Baixada Fluminense do Rio de Janeiro, ela acredita que esta seja uma oportunidade de se ¿redimir¿ da má impressão que a sua personagem causou perante a sociedade. Devido a atuação na novela, Mary Sheila é uma das indicadas ao Prêmio Raça, como melhor atriz de 2005. O prêmio é uma realização da Afrobrás.
A terceira palestrante da mesa Mulheres em Movimento veio de Nova York. Atuante na cultura hip hop há 13 anos, a B.Girl Honey Rockwell relata que a discriminação de gênero não é uma realidade brasileira, nos Estado Unidos ela também sofre preconceito por atuar no break dance, porém ela dribla os obstáculos se aperfeiçoando nas técnicas da dança e mostrando que é capaz de transpor as barreiras, que para ela, podem ser dribladas com muita perseverança, dedicação e amor pela cultura.
Mãe de três filhos, a B.Girl, cria do tradicional bairro do Bronx, em Nova York, é uma amante da cultura hip hop. Ela já esteve no Brasil em 97 e participou de apresentações de break no Rio de Janeiro e em São Paulo. ¿Eu amo o hip hop, quero continuar dançando, dançando e dançando... Mas estou ficando velha e daqui a pouco pretendo começar a atuar em outro elemento e também compartilhar meus conhecimentos com outras pessoas. Temos que nos unir e propagar nossos ensinamentos, valorizando ainda mais nossa cultura.
Por: Kelly
Eventos dia 19/11 não percam....
Semana da Consciência Negra em Santa Teresa
A Semana da Consciência Negra 2005 não vai passar em branco para os moradores do bairro de Santa Teresa. O evento ( Viva Zumbi ), em sua 3ª edição, vai oferecer oficinas de estética, saúde e cidadania, neste sábado (dia 19), a partir das 10 horas. Graffit e shows de Hip Hop também estão na programação. Poder Consciente e Poetas de Ébano estão entre os grupos que vão se apresentar, a partir das 17 horas.
O evento acontece no Centro Comunitário da Rua Júlio Otoni, nº 298, Santa Teresa.
Programação:
10h00 às 11h30 / Oficina de estética
Grupo Ubuzima, as últimas tendências da moda Hip Hop e novas técnicas em penteados afro;
11h30 às 12h00 / Oficina de saúde
Tema: Doenças sexualmente transmissíveis (DST);
12h15 às 14h00 / Embelezando seu visual (continuação da oficina de estética);
14h00 às 16h00 / Oficina de cidadania
Cláudio Tarcísio e a turma do curso de Áudio Digital, formada por integrantes da comunidade Júlio Otoni;
17h00 / Graffit ao vivo com o grupo Santa Crew e shows de Hip Hop com a apresentação do DJ PJ.
Grupos:
- Poder Consciente
- Poetas de Ébano
- Ultimato à Salvação
- Leão do XVIII
- Fiell
- Dudu do Morro Agudo
- Revolução Mental
- Cobá
- Nando E
Evento: ( Viva Zumbi )
Data: 19 de novembro de 2005 (sábado)
Horário: Oficinas a partir das 10h; apresentações a partir das 17h.
Local: Rua Júlio Otoni, nº 298, Santa Teresa
Contatos: 9413-6292 (Gloria Melgarejo)
9741-9773 (LG)
9277-3038 (Pinah)
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NO SESC MADUREIRA ( 19/11/05 )
ONG Estimativa tem o prazer de convidar a todos para um evento cultural que é a nossa cara, voltado para os afro-descendentes e quem se identifica com o assunto, com o foco musical: Ritmos ¿ O Som do Mundo _versão Workshop.
Abordando sobre a influência do Negro na música. Imagina?????
Teremos exposição, vídeos, internet grátis e um bate papo com artistas nacionais e internacionais.
Dia 19 de novembro de 18:00h às 22:00h.
Local: Sesc Madureira - Rua Ewbanck da Câmara, 90 Rio de Janeiro
( para quem não sabe onde fica, saltar no ponto da estação de Madureira ).
ENTRADA: 01 Kg de alimento não perecível para colaborar com a Campanha Banco Rio de Alimentos que existe há 5 anos no Sesc.
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EM SÃO PAULO ( 19/11/05 )
15 GRUPOS AO VIVO

HIP HOP TOP 2005.
Já começou o Hip Hop Top 2005, e neste ano tem duas categorias onde as Mulheres Guerreiras do Hip Hop estão concorrendo:
São:
Melhor Solo Feminino votem:
Tina
Rubia
Negra Li
MC Cindy
Kelly - Ao Cubo
Melhor site
www.rapnacional.com.br/livreameaca
e a Negra Li que concorre em diversas categorias....
Deem este apoio as Guerreiras que lutam em pró do Hip Hop atraves do seu voto.
Ganhadores do premio Hip Hop Top 2004
Melhor Álbum:Respire Fundo - Ao Cubo
Melhor Grupo Masculino:SNJ
Melhor Solo Masculino:Pregador LUO
Melhor Música:Naquela Sala - Ao Cubo
Melhor Solo Feminino:Negra Li
Melhor Clipe:Vida Loka II - Racionais Mc´s
Melhor Dj de Grupo:Dj Buiu
Melhor Dj de Baile:Dj Hum
Melhor Grupo Feminino:Visão de Rua
Melhor Demo Feminina:Livre Ameaça
Melhor Demo Masculina:Sexto Sello
Melhor Programa de Rádio Comunitária:Hip Hop em Ação - Continental FM (ABC)
Revelação do Ano: Ao Cubo
Melhor Crew de Break:Jabaquara Breakers
Melhor Grafiteiro:Os Gemeos
Melhor Produtor:Erick 12
Melhor Grupo Gospel:Ao Cubo
Melhor Locutor:Rappin Hood
Melhor Lider Comunitário:Nelson Triunfo
Melhor Entidade:Casa do Hip Hop de Diadema
Melhor Site:Pregador LUO (www.7tacas.com.br/luo)
Melhor Programa de Rádio Oficial:Balada Gospel
Conjunto da Obra:Racionais Mc´s
Voz do Povo:Ao Cubo
Personalidade / Eterna Batalha:Natanael Valêncio
Sobre o premio:
Projeto " Identidade de Rua" vai espalhar cores e cultura por Porto Alegre...
A partir do dia 11 de novembro , o projeto " Identidade de Rua" , promovido pelo "Instituto Trocando Idéia Tecnologia Social" , levará colorido e cultura a trens e cabines telefônicas da capital gaúcha .
As ações , que se desenrolarão em um período em que a cidade estará em plena ebulição cultural -- por conta da 51 ª Feira do Livro de Porto Alegre (que vai até 15/11) e da 5ª Bienal do Mercosul (até 4/12) -- , terão início com a pintura de dois vagões de trem da Trensurb ( Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre ) .
Os painéis em graffiti serão pintados pelos artistas "Os Gêmeos" , Nina , Ise , (de São Paulo ) e Trampo ( de Porto Alegre ) . Os irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo , conhecidos como "Os Gêmeos" , têm murais espalhados por ruas e galerias da Europa , Japão e Estados Unidos e já participaram , juntamente com os grafiteiros Ise e Nina , de uma ação semelhante em São Paulo , no ano passado , quando a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) , convidou-os a pintar vagões e túneis de acesso em diversas estações .
A entrega do trem grafitado à comunidade porto-alegrense , no dia 17 de novembro , será comemorada com uma festa-show . Subirão ao palco instalado na "Estação Mercado Trensurb" os paulistas Ana Paula e a Liga . O som ficará por conta do DJ Basin (SP) e do "Rap Skate VHS" (RS) .
As ações de pintura-mural prosseguirão , entre os dias 20 e 25 de novembro , com a grafitagem de cabines telefônicas por alunos da "Oficina de Stencil do Projeto Morro da Cruz para a Vida" .
Ainda como parte do projeto "Identidade de Rua" , no dia 8 de dezembro , telas de onze grafiteiros gaúchos serão leiloadas na sede do "Santander Cultural" , em evento que contará com a participação de Thaíde , rapper e apresentador da MTV .
A renda obtida com a venda das telas será desti nada ao aumento do acervo da Biblioteca Popular Preto Ghoez .
Identidade de Rua - Programação
Coletiva de imprensa
Data : 11 de Novembro - Horário : 16:00
Local : Pátio Ferroviário da Trensurb - Av. Ernesto Neugebauer , 1985 ( próximo à Estação Aeroporto do Metrô ) .
Participação de : Fabiana Menini ( presidente do Inst. Trocando Idéia ) e dos grafiteiros "Os Gêmeos " , Ise, Nina, Nunca, Peixe, Onam, Isaq , Pane , Borrão , Mateus Grimm, Plim, Paula, Cirilo e Mateus Pedra .
Pintura dos vagões
Data de realização : 11 a 17 de Novembro
Local : Estação Aeroporto da Trensurb
Período de circulação do trem : 17de novembro a 17 de fevereiro .
Shows comemorativos à entrega dos vagões grafitados
Data : 17 de novembro - Horário : Início à meia-noite .
Local : Estação Mercado Trensurb
Artistas : Ana Paula e a Liga (SP) .
No comando das 'pick ups' : DJ Basin (SP) e Rap Skate VHS .
Obs.: ( A programação de shows está sujeita a alterações ) .
Pintura das cabines telefônicas
Data de realização : 20 a 25 de novembro
Local : Rua 24 de Outubro e Rua Independência .
Período de exposição : 29 de novembro à 30 de janeiro .
Leilão de telas grafitadas
Data : 8 de dezembro
Local : Santander Cultural - Endereço : Rua 7 de Setembro, 1028 - Subsolo . Pça da Alfândega .Tel.: 51 3287.5718 .
Grafiteiros : Trampo , Cirilo , Mateus Grimm , "Duentes pelas Cores" , Plim , Isaq , Onam Al Kanan , Peixe , Borrão , Pane e Paula .
Leiloeiro : Thaíde
................................,
O PLANO FUNCIONA
Cristiane Moscou
Sempre lembro de um trecho da música "O Sonho" do KL Jay: "o plano funciona, nós somos 60% da população" .. sempre penso que este plano é super antigo, vem desde o tempo da colonização e que ele mantem sua crueldade original.
Percebi isto quando vi 60 adolescentes (14 a 17 anos, alunos da 7a. série de uma escola na zona leste) na recepção do museu. Eu conheço esta escola... fica na rua de casa. Eu não estudei nela - era a escola dos maloqueiros. Estudei em outra - que fica na porta de casa.
Como sempre fiz questão de atender o grupo considerado "pior". Um grupo que, inicialmente, queria ter em sua formação, apenas garotos. Quando as garotas se juntaram a nós, eles reclamaram, queriam "as gostosas". Gostosa no nosso país, mesmo que seja na escola, é a loirinha ou a "morena" tipo exportação.
Nossa! Já tenho 3 idéias pra desenvolver...
Este pessoal, com 15, 16, 17 anos, não deveria estar na 7a. série. Estão.
Numa turma de 20 pessoas, apenas uma garota tinha 13 anos. A escola tem que lidar com estes "retardatários" mas que são excluídos - e produzidos - pelo próprio sistema escolar.
Esta coisa da loirinha, eu nem vou comentar... meninos, nesta idade, nunca sabem reconhecer a beleza de uma mulher e se deixam levar pela mídia.. mais bobas somos nós que também acreditamos nisto e não enxergamos nossa própria beleza.
Mas tudo isto é pra dizer do plano que o KL Jay fala. Chegarei lá.
O museu estava lotado - tem sido normal nas últimas semanas... então tive que começar a visita num núcleo disponível. Escolhi a obra de Rosana Paulino, "O Baile". E, para minha surpresa, o papo com este grupo foi sensacional... eles me fizeram ver que KL Jay tem razão. A gente encontra negros famosos em áreas como o futebol, a música (o samba, em específico) ou no crime. Quer ser famoso? Escolha uma destas "profissões". Não vá ser escritor, como Lima Barreto, Machado de Assis ou Luiz Gama. Não vença os milhares de obstáculos como fez Carolina Maria de Jesus (com livros publicados em mais de 30 países) ou Ruth de Souza, a primeira atriz negra a pisar no palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Não seja guerreiro como Abdias do Nascimento, Solano Trindade. Não sofra com os rumos da sociedade em que vive como André Rebouças. Este é o plano. Exterminar um povo, apropriar da cultura mestiça e embranquecê-la, empacotá-la e revendê-la pra que você, criador dela, possa consumi-la como novidade.
Não faça nada disso.. o plano é que você seja artista, esportista ou esteja nas páginas policiais dos jornais...
Mas, o mais importante é que querem que você acredite que você não pode somar, não tem espelhos, não tem voz, não tem nada a contribuir. O que querem é que olhe sempre pra baixo, diga: "sim, senhor", alise teu cabelo e ache preto feio. Não querem que você se proteja de DST's - várias capitais brasileiras não tem camisinhas nos postos de saúde.
Negro é a cor do céu sem lua, dos olhos do homem que amo, dos cabelos de minha mãe. Negro é a cor da pele de metade da população brasileira, que, diariamente, sofre com estigmas cuja existência é negada por quem tem a pele branca.
Estes alunos deram um gás pra eu continuar meu trabalho, meus estudos e eu também destruir os estigmas criados a minha volta...
Teoria do desarmamento - por Rita Lee
"Por mim, acho que só as mulheres podem desarmar a sociedade, até porque elas são desarmadas pela própria natureza: Nascem sem pênis, sem o poder fálico da penetração e do estupro, tão bem representado por pistolas, revólveres, flechas, espadas.
Ninguém lhe dá, na primeira infância, um fuzil de plástico, como fazem com os meninos, para fortalecer sua virilidade e violência.
As mulheres detestam o sangue, até mesmo porque têm que derramá-lo na menstruação ou no parto.
Odeiam as guerras, os exércitos regulares ou as gangues urbanas, porque lhes tiram os filhos de sua convivência e os colocam na marginalidade, na insegurança e na violência.
É preciso voltar os olhos para a população feminina como a grande articuladora da paz. E para começar, queremos pregar o respeito ao corpo da mulher. Respeito às suas pernas que têm varizes porque carregam latas d'água e trouxas de roupa. Respeito aos seus seios que perderam a firmeza porque amamentaram seus filhos ao longo dos anos. Respeito ao seu dorso que engrossou, porque elas carregam o país nas costas.
São as mulheres que irão impor um adeus às armas, quando forem ouvidas e valorizadas e puderem fazer prevalecer a ternura de suas mentes e a doçura de seus corações.
Nem toda feiticeira é corcunda. Nem toda brasileira é só bunda."
fonte: Lista Cultura Hip Hop yahoo grupos

Geração hip-hop abre curso pras meninas
Originário de uma parceiria entre o SESC-RJ e a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), o projeto ´Geração Hip-hop` vem há quase 1 ano despertando entre os jovens artistas amadores, oriundos de comunidades pobres, o desejo pela profissionalização e cidadania através dos elementos da cultura hip-hop. Como incentivo de complementação à renda familiar, cada aluno, além exercitar a arte hip-hop, é remunerado com uma bolsa no valor de 300 reais. Contudo, seus alunos, para estarem integrados ao programa, devem estar matriculados junto a rede de ensino público, enquadrando-se também à faixa etária de 16 a 22 anos.
Agora, atendendo a demanda de vagas para o quadro feminino de dançarinas, a unidade do SESC-Tijuca estará selecionando neste sábado, dia 24 de setembro, às 13 horas, através de uma audição, candidatas para o curso de breaking. As interessadas deveram comparecer ao Ginásio do SESC.
Não é necessário ser uma eximia dançarina, apenas solte sua imaginação e boa sorte!!!
Saiba mais:
FAudição para o Curso de Breaking (Projeto Geração Hip-hop)
Apenas para o quadro feminino
Dia 24/09 (sábado)- a partir das 13h
Faixa etária- 16 a 22 anos
SESC-Tijuca
Rua barão de Mesquita, 539 ¿ Tijuca
Informações: 2208-5332
contato@tijuca-rj.com.br www.sescrj.com.br
Lançamento do filme Filhas do Vento
com participação dos Arturos
Acontece hoje, em Belo Horizonte, o lançamento do filme Filhas do Vento , do diretor Joel Zito Soares, que tem participação de membros da Comunidade dos Arturos, de Contagem.
O lançamento será no Ponteio Lar Shopping, às 21 horas, com a presença do diretor, atores (Ruth de Souza, Lea Garcia, Milton Gonçalves) e negros Arturos.
Filhas do Vento , rodado em Lavras Novas, distrito de Ouro Preto, é, ao mesmo tempo, uma história de mágoas e redenção amorosa entre quatro mulheres negras e um filme sobre dores e ressentimentos provocados por uma sociedade que tem vergonha de sua origem negra.